terça-feira, 22 de agosto de 2017

‘Entrei de gaiato”: jogador que atua no Brasil está entre os mais bem pagos do vôlei mundial

Leon é a mais nova arma do vôlei polonês na busca do título olímpico, mundial, junto de nomes, como: Kubiak, Kurek, entre vários outros 
O vôlei mundial a cada temporada se revela como valiosa, em termos de qualidade e quantidade. Atletas se multiplicam em diferentes países, fazem o intercambio de excelência. Em contrapartida, a ilha de Fidel que adota um sistema “tolerância zero” pra quem joga em outro país, a cada dia perde atletas de alto rendimento. Casos, como: Leal, Leon, Simon, entre vários outros, acabam sendo acolhidos por outras federações, adotando uma dupla cidadania. O intercambio de excelência se explica através dos números, de acordo com o site “World Of Volley”.
Confiram:
  1. 1. Wilfredo Leon(Zenit) – 1 400 000 $ (around 1 189 000 €) per season
  2. Earvin Ngapeth(Modena) – 1 350 000 $ (around 1 147 000 €)
  3. Bartosz Kurek(Ziraat Bankasi) – 1 100 000 $ (around 934 300 €)
  4. Simon Robertlandy(Sada Cruzeiro) – 967 000 $ (around 821 300 €)
  5. Dmitry Muserskiy(Belogorie) – 950 000 $ (around 807 000 €)
  6. Aleksandar Atanasijevic(Perugia) – 920 000 $ (around 781 380 €)
  7. Gyorgy Grozer(Lokomotiv Novosibirsk) – 870 000 $ (around 739 000 €)
  8. Matt Anderson(Zenit Kazan) – 850 000 $ (around 722 000 €)
  9. Maxim Mikhailov(Zenit Kazan) – 714 000 $ (around 606,000 €)
  10. Ivan Zaytsev(Perugia) – 620 000 $ (around 527,000 €)
O primeiro da lista, o cubano e atualmente, naturalizado polonês, Leon, mantém um acordo financeiro com a equipe russa do Zenit Kazan, aproximadamente, 4, 4 milhões de reais. O segundo da lista e não menos aclamado é o ponteiro francês Ngapeth., que atualmente defende a equipe do Modena acertou os valores de 4,2 milhões de reais, por temporada.
O cubano que hoje defende o Cruzeiro é pra muitos, surpreendente, sobre os valores que estão sendo investidos, especialmente, jogando no Brasil, cuja moeda é irrisória, comparada ao euro ou dólar. Simon recebe no clube mineiro, 3 milhões por temporada, aproximadamente.
O carrasco da seleção Muserskiv se mantem em seu país, na Russia, jogando pelo Belogorie, nas cifras de 2, 9 milhões de reais, um pouco a mais do destaque sérvio Atanasijevic que defende a equipe italiana do Perugia, 2,8 milhões. Matt Anderson, outro destaque do vôlei mundial, está na lista. O americano se mantém na oitava posição, com os dígitos 2,6 milhões. Zaytsev, umas das referencias da seleção da ‘Azurra’ fecha o ranking Top 10, com os respectivos valores, 1, 9 milhões.
*Todos os valores foram convertidos para a moeda brasileira, o real.

Neymar ganhará mais de 186 vezes, o valor do jogador, mais bem pago do vôlei mundial

Neymar é atualmente o jogador mais caro da história do futebol mundial
Em recente publicação no site “World Of Volley”, foi definido os maiores salários no vôlei masculino, dentre os citados, o cubano e hoje naturalizado polonês, Leon, o francês Ngapeth, o polonês Kurek e o único atleta que atua no vôlei brasileiro, o central cubano Simon, que defende as cores da equipe celeste do Sada Cruzeiro. O detalhe e que pode avaliar; o jogador de voleibol está ganhando bem, em comparação aos atletas de futebol? O site Torcedores.com utilizou como parâmetro, o jogador mais bem pago do futebol na atualidade, o brasileiro Neymar e o atleta de vôlei mais valorizado, o citado Leon. A discrepância é bastante acentuada.
Confiram os números, abaixo:
O oposto Leon, o mais bem avaliado, ganhará defendendo a equipe russa do Zénit Kazan, o valor de 1.189 milhões de euros, equivalentes a 4,399 milhões de reais por temporada. O valor é alto? Depende da ótica de cada esportista. Recentemente, Neymar acertou sua transferência para o PSG (Paris Saint German) nos exorbitantes valores de 222 milhões de euros, aproximadamente, 821 milhões de reais.
As transações em respectivas modalidades distintas, em tempos de contrato, pode se diminuir, mas ainda sob diferenças bastante volúveis, em termos de quantidade. O Neymar recebe por volta de 186 vezes a mais que o jogador, se comparar apenas uma temporada, ou seja, 2017/2018. Em outra projeção, em 2 anos, respectivamente de contrato, o a diferença seria menor, não menos ultrajante,  em 93, 2 milhões de reais, por volta. E finalizando, fazendo a projeção em 4 anos, tem se uma diminuição acentuada dos valores, mesmo assim, o valor de Neymar estaria na casa de 46,4 milhões, dividindo o valor bruto, por temporada de 1 ano.
Leon é hoje uma das referências do vôlei mundial. Desde muito novo despontava na ilha de Fidel, como uma das grandes revelações cubanas
Como no site não detalha os valores de contrato de Leon, estima se que novo jogador do PSG receberá 186,5 vezes a mais que o jogador do Zenit Kazan. Não são levados em questão, salários, prêmios por conquistas, apenas o valor da transação, envolvendo clubes e diferentes modalidades. Esse valor seria por temporada, diluídos em 1, 2 ou até 4 anos, como citadas acima. Os números refletem quantas vezes, em termos de acordos financeiros, um jogador de futebol pode sobrepor a outro. Nesse caso, em especial, no voleibol.
No Brasil foi construída a identidade de um país esportista. Mesmo, o vôlei estando num patamar de muito mais conquistas que o futebol em 30 anos, ainda ocupa o espaço minoritário na mídia esportiva brasileira. Com menos holofote, mas fazendo um trabalho bruto, de competência, luta e dedicação, a cada dia, o vôlei atinge novos números e um espaço cada vez mais cativo na televisão brasileira. Clubes, como Cruzeiro, reconhecidos, anteriormente, no futebol. Hoje, colhem os frutos, sendo a melhor equipe do planeta na atualidade e uma das maiores do Brasil, quiçá, do planeta, de todos os tempos.


domingo, 23 de julho de 2017

Comentarista do SporTV declara sua paixão ao voleibol

Um dos jornalistas mais respeitados da crônica esportiva, o comentarista Maurício Noriega, falou de forma exclusiva para o Portal “Torcedores.com”. Conhecido dos gramados, de forma mais assídua,  Noriega falou de uma paixão, desconhecida do grande público, o gosto pelo o voleibol. O comentarista citou como a União Soviética o fez mudar e ampliar os seus horizontes sobre a modalidade e o esporte, como um todo. O jornalista ainda ressaltou a influência do vôlei em sua vida esportiva, profissional, especialmente, os anos como jogador, carreira, entre vários outros assuntos.

Como surgiu a paixão pelo o voleibol?
Em 1980, a escola em que eu estudava “Nossa Senhora da Consolação”, montou um time de voleibol para disputar os Jogos Mirins de 1981, uma competição muito legal, que reunia todas as escolas de São Paulo. Nosso professor de educação física, o saudoso Antônio Carlos Enge, nos ensinou a jogar voleibol, montou um bom time e ganhamos a competição. No dia da final, no ginásio do Pacaembu, o professor Antônio Martins Filho, o Índio, que era treinador do Paulistano, estava vendo os jogos, buscando jogadores, e nos convidou para treinar no Paulistano. Eu e mais três ou quatro amigos, e também atletas do time vice-campeão que virariam grandes amigos. Assim que eu comecei a gostar do voleibol e a praticar.
Por quanto tempo jogou e quais foram as equipes?
Joguei competitivamente entre 1981 e 1989, mais ou menos, com algumas paradas.
Comecei no Paulistano, depois fui para o Pinheiros, onde acho que joguei meu melhor voleibol e poderia ter ido até à seleção paulista infanto. Mas eu tive hepatite, e o professor Deraldo Wanderley, que tinha sido meu técnico no Paulistano e era, por sua vez, o treinador da seleção, me perguntou quando eu voltaria, porque gostaria de me chamar, mas eu ainda estava me recuperando e nem conseguiria treinar. O último clube em que joguei foi o Banespa, num esquema mais profissional. Com o professor Waldemar Talarico, que saiu do Pinheiros, o Banespa montou seus primeiros times competitivos e saí do Pinheiros para jogar com ele no Banespa. Um esquema já profissional, com salário e tudo. Eu não sou muito alto, mas jogava como atacante de ponta,  tinha uma impulsão excelente e um braço muito rápido, era um atleta muito forte fisicamente e treinava pesado, mesmo sem ser um grande talento. Mas foi ficando difícil, muito treino, mas sem altura era impossível encarar os caras de 1m90, 1m95, os mais altos daquele período. Hoje, esses caras são baixos. Precisava estudar, prestar vestibular, e resolvi parar. Ainda voltei a jogar depois de entrar na faculdade, fiquei uns meses no Banespa, mas já sem muito pique. Tive alguns convites para voltar a jogar, mas sabia que não seria competitivo e resolvi tocar a vida no Jornalismo. Mas devo muito ao voleibol. Tenho até hoje grandes amigos que fiz nas quadras. Joguei contra e com alguns jogadores espetaculares, como o Maurício Lima, Paulo Rogério, Piti, Ricardo Mãozinha. Tive excelentes treinadores, conheci grandes figuras, como o capitão William, Josenildo Carvalho, Zé Roberto, Luizomar Moura. O voleibol é um ambiente muito gostoso.
Como surgiu a oportunidade de trabalhar com futebol?
Eu comecei a trabalhar como jornalista na assessoria de imprensa da Federação Paulista de Basquete. Ainda jogava voleibol, mas já devagar quase parando. Depois consegui um emprego na Folha da Tarde, que atualmente se chama Agora São Paulo. Comecei na editoria de geral, depois fui para a Internacional. Um domingo de plantão, o Fábio Sormani, hoje na Fox Sports, sugeriu ao editor José Roberto Malia, um grande jornalista, que me aproveitasse no esporte. Aí fui ficando e fiz minha carreira. Fui para o Diário Popular, Gazeta Esportiva, Lance, SportsJÁ!, Rádio Bandeirantes e finalmente o SporTV, onde estou desde 2002.

Tem alguma preferência entre vôlei e futebol?
Gosto de esportes. Considero-me um jornalista esportivo, não apenas de futebol. Já cobri Olimpíadas, Pan, Mundiais de vôlei, basquete, Natação, Judô, Fórmula 1, Copa Davis e tudo que se possa imaginar de futebol. Gosto de tudo que envolva jornalismo e esporte e hoje estou mais no futebol, embora tenha trabalhando como apresentador na Olimpíada do Rio.

Plasticamente, o que é mais bonito de ser, o vôlei ou futebol?
São esportes muito diferentes. O voleibol é extremamente tático e coletivo. Não tem jogada individual no vôlei, não dá para sair driblando, ninguém faz nada sozinho. É um esporte desafiador, porque não se pode carregar a bola, que é um instinto natural, meio lúdico. O voleibol exige uma capacidade de observação do adversário muito grande. O futebol é mais simples e direto e também tem uma dose de individualidade muito maior. Ainda que a tática e o coletivo sejam muito importantes. Sozinho, o melhor jogador de voleibol do mundo não vai ganhar um jogo. Ele não pode sacar, passar, levantar e atacar sozinho. No futebol, uma jogada individual desmonta um esquema tático e faz o time mais fraco vencer o mais forte.

A União Soviética realmente foi um marco na vida, como esportista e futuramente, como jornalista?
Aquele time soviético era meio mítico para a minha geração. Eram tempos distintos, de pouca informação, sem TV por assinatura, sem SporTV. Lembro que meu saudoso pai, Luiz Noriega, narrou os jogos de Moscou, em 1980, pela TV Cultura, e falava do time soviético, de Savin, Zaitsev, Moliboga e também de como o Brasil tinha chegado muito perto das semifinais, perdendo para a Iugoslávia um jogo que era para ganhar. Foi um time lendário, que marcou época, como vieram depois a geração de prata do Brasil, William, Xandó, Montanaro, Renan, Bernard, e o time dos EUA com o Karch Kiraly, que para mim foi o maior da historia, Pat Powers, Craig Buck, Steve Timmons. E chega 1992, com o Brasil em Barcelona, também revolucionando com o time do Zé Roberto, com Carlão, Negrão, Maurício, Paulão, Tande, Giovane. Aquele time inaugurou o voleibol moderno, que se joga hoje. O Zé praticamente inventou a posição de oposto. Como jornalista, fui privilegiado por poder ver aquela medalha de ouro em 1992, com um cara em quadra, o Maurício, contra quem joguei no infanto e no juvenil. ‘Cracaço’ de bola, um gênio, um dos maiores levantadores da história e gente da melhor qualidade. No infanto, pela Fonte São Paulo, de Campinas, ele já jogava como se fosse adulto.

Muito obrigado pela entrevista ao colega, grande e respeitado jornalista, Maurício Noriega. Valeu por tudo!


Lipe alfineta Leal em programa de TV e se diz contra os jogadores que se naturalizam para jogar em outros países


O ponteiro Lipe do Sesi São Paulo não titubeou ao falar da chegada de um jogador estrangeiro a seleção brasileira. O jogador campeão olímpico com a seleção brasileira se diz contra ao mecanismo que muitos jogadores estão se articulando, para poder defender outras nacionalidades e com isso, prevê competições ainda mais competitivas sob o aspecto técnico. ‘Chupita’, como é conhecido, disparou contra o jogador cruzeirense Leal, especialmente, o depoimento foi dado nos canais Band Sports, no programa “Roda de Vôlei”.

“Seleção brasileira nunca precisou de estrangeiros. Ele é um jogador excepcional? É. Eu admito, é um ponteiro, como muitos poucos no mundo. Eu, como brasileiro, campeão olímpico, que sentiu toda repercussão do que aconteceu, como apreciador até da história do nosso voleibol, não vejo nenhum estrangeiro atuando e nenhum motivo para isso”, enfatiza o ponteiro.

O jogador do Sesi ainda ressalta que a quantidade e qualidade dos jogadores que têm por aqui apenas por si só já fomenta uma seleção brasileira de altíssimo nível. “Temos Wallace, Bruninho, Lucarelli, não precisamos de estrangeiros. Se é pra perder, que seja com brasileiros. Imagina que estamos tirando o sonho de um garoto, que quer defender a seleção brasileira. Somos tricampeões mundiais, olímpicos, várias Ligas mundiais. Novamente, não precisamos de um estrangeiro”, finaliza.

Após a homologação do processo de naturalização, podendo com isso, defender a ‘amarelinha’, O assunto tão comentado e já formalizado pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol), junto ao governo cubano é a chegada de Yohandy Leal, que defende hoje as cores do multi campeão Cruzeiro. Após 2 anos, o atleta que hoje também conta dupla nacionalidade poderá defender a seleção canarinho, possivelmente, em 2018. Caso, o técnico Renan Dal Zotto, o convoque para a posição.

Com o setor repleto de promessas, como Rodriguinho, Lucas Loh, Douglas Souza, entre outros. Leal vem para disputar com os citados e os demais: Lucarelli, Maurício Borges e o autor da polêmica, o jogador do Sesi Lipe. Para a disputa da Superliga, nos bastidores, o clima esquenta e a tendência é de se ver a competição mais disputada nos últimos anos. Alguém tem dúvida do grande jogo que se espera entre Sesi e Cruzeiro? O fósforo já foi riscado e a bomba preparada para mais uma competição de pura ‘nitroglicerina’.

Confiram o depoimento na íntegra do atual ponteiro do Sesi e seleção brasileira:



Opinião: Comunidade do vôlei, em resposta ao bloqueiro do UOL, no polêmico post. “Eu não gosto de vôlei”

O assunto que não sai da boca de jogadores e amantes da modalidade, o polêmico post do blogueiro do UOL, Luís Augusto Simon, conhecido popularmente, como “Menon”. O jornalista acirrou os ânimos de atletas ao comparar o vôlei com o futebol, numa alfinetada ou tentativa de desmerecer o esporte mais vitorioso da história recente do esporte brasileiro e a longevidade de quase 30 anos. Menon, na ocasião tentou argumentos, meramente vazios pra desqualificar o vôlei e fazendo uma comparação meramente esdrúxula, pejorativa, ao citar o Curling (esporte sem qualquer tradição no certame nacional). Após a publicação, a chuva de comentários, e-mails, ora, mais polidos, até xingamentos, por sua vez, por parte de profissionais, fãs e especialistas na modalidade.

A publicação, imediatamente, gerou a repercussão que se esperava. Se a ideia inicial; de fato, foi proposital ou não, conseguiu o êxito de chamar a atenção. Jogadores tarimbados, prestigiados, com o nome reconhecido no mundo pelas conquistas com a seleção, como: Gustavo Endres, Thaísa, Tandara, e recentemente, o craque Giba, o professor e comentarista dos canais Band Sports, Cacá Bizzocchi. Além de vários outros jogadores que se pronunciaram, mostrando sua indignação com o enunciado da matéria.
Em nota oficial de Giba, em sua página oficial, o ídolo da seleção foi enfático sobre o post mal intencionado. “Não gosta de vôlei? Azar seu. Eu gosto. E muito. Amo, aliás. Foi o vôlei que me deu tudo que tenho e ajudou ser quem eu sou. Não sou melhor do que você, autor desse post sem nexo. Sou apenas mais um apaixonado por esse esporte com tantas medalhas, tantos títulos, conquistas, lutando para o vôlei ser cada dia maior e melhor. Minha parte prefiro fazer em silêncio. Escreve daí, que eu faço daqui. Luto e lutarei sempre por todos os envolvidos no vôlei. Acho que minhas 3 medalhas olímpicas podem ajudar! 
A central Thaísa usou da ironia pra argumentar a publicação. “Brogueirinho”. Mais comedido, o comentarista, Cacá Bizzocchi, citado acima, argumentou de forma categórica, tendo inclusive, seu post publicado na íntegra, pelo o próprio blogueiro. Em algumas partes, o especialista, comentou sobre os fundamentos básicos tão citados por Menon, julgados, de forma simplória, com o pressuposto que o vôlei é um esporte mecânico, sem técnica, sem plástica.
“Você considera-o um ‘esporte com princípios muito simples’ e elenca saque, recepção e bloqueio como se fossem os únicos elementos de jogo. Caro Menon, é muito mais que isso. A dinâmica se repete, sim, mas de forma muito mais rica do que a sua economia de palavras faz supor. Ataques, contra-ataques, proteções de ataque, recuperações em acrobacias mirabolantes, bloqueios que fazem o ponto e que amortecem o ataque para novas defesas e contra-ataques fazem uma partida de vôlei ser tão especial e peculiar”, sintetiza o comentarista.
E notório que o vôlei incomoda muita gente. Que os anos de ostracismo, sem o apelo comercial, como injusto pelas campanhas vitoriosas, só mostra que o talento supera tudo. O DNA de cada jogador, de cada jovem, lapidado nas ruas, ‘campinhos de futebol’ que se tornam meras quadras de puro cascalho, ou ‘terra batida’, a raça e vontade de apaixonados pela modalidade, só demonstra que o mundo do futebol tem muito a aprender com o vôlei. Jogadores que por sua vez, mesmo em grandes equipes, vivem as incógnitas, incertezas da carreira, sem os devidos salários astronômicos, mas com o desempenho, que faz Leonel Messi e até Cristiano Ronaldo, como espectadores, admirarem, se inspirarem.
O Brasil do futebol precisa de mais ‘Bernardinhos’, ‘Zés’, pessoas que dignificam o esporte e ensinam para o mundo, como gerir. As medalhas que se empoeiram no armário, mas que tem o brilho eterno da dignidade, competitividade e da gratidão e respeito do esporte que eleva o país a cada ano, mesmo sofrendo a rejeição de outrora da grande mídia que marginaliza os grandes de alma e engrandece os pequenos de dinheiro.

Opinião: 5 jogadoras estrangeiras que poderiam defender a seleção feminina de voleibol


O vôlei feminino ao longo de sua trajetória no certame nacional se mostrou como grande força e referência para o mundo, em termos de talento, capacidade, competitividade. Além do ótimo nível das atletas brasileiras, jogadoras estrangeiras não apenas jogaram como se firmaram como expoentes do esporte ‘Indoor’ mais popular do planeta. Yohandy Leal, o cubano, hoje, naturalizado brasileiro é quase unânime no gosto popular. O nome do cruzeirense ganha força na equipe de Renan Dal Zotto, e provável personagem para o mundial do próximo ano. Qual jogadora estrangeira, você gostaria, vestindo a ‘amarelinha’?
Cristina Pirv, romena, grande ídolo da torcida do Minas Tênis Clube fez grande sucesso. Com a tradicional equipe mineira, Pirv conquistou a Superliga. O titulo nacional de 2001/02 só veio para confirmar o momento de apogeu, o status de excelência. Em ótimo momento, começou a ser ‘ventilado’ o nome da europeia na seleção brasileira. A ‘brasileiridade’ se confirmou após casar com o ídolo do vôlei nacional, o jogador Giba.
Pirv se firmou como grande ídolo da torcida do Minas, na conquista da Superliga 2001/02
Daymí Ramírez, a cubana conhecida pela força, garra e a costumeira provocação, como de praxe. A jogadora de 33 anos, com um legado em disputas de Superliga, principalmente, defendendo as equipes mineiras do Praia Clube e Minas, anteriormente, entra no ranking, especialmente, por representar o vôlei brasileiro, com a sua classe, técnica e vibração. Apesar de ainda não ter conquistado algum título de Superliga, Ramirez fez ótimas campanhas. Desbancando a badalada equipe do Sesi São Paulo levou o Minas a semi em uma das edições da Superliga. Posteriormente, com o Praia chegou até finalíssima, perdendo para imbatível equipe de Bernardinho, o Rio de Janeiro.
Ramirez ficou conhecida no Brasil pela garra, técnica e boas campanhas por equipes mineiras em respectivas Superligas
Destinee Hooker, a americana de 29 anos, tem o DNA do vôlei brasileiro. A conquista pelo Osasco em uma das edições da Superliga desbancando a tão temida equipe do Rio de Janeiro. O titulo foi uma pequena amostra, o seu cartão de visita do que ela pode fazer. Em sua última participação, Hooker não só comandou o Minas, como levou os mineiros a um patamar de excelência, sendo colocado por muitos especialistas, como a segunda força do vôlei nacional.
Hooker, a 'americana mais brasileira'
A emocionante batalha com as cariocas, que teve como retrospecto, uma disputa de tirar o fôlego, com apenas a definição na derradeira partida, por 3 a 2. A derrota para o Rio de Janeiro serviu para mostrar para o mundo, que não está velha, e sim, renovada, como jogadora, mais equilibrada ‘taticamente’ e ‘tecnicamente’. A americana se torna um trunfo ainda maior e um nome que todo brasileiro gostaria de ver na seleção. Hooker renovou contrato e continuará no Camponesa Minas para mais uma temporada.
Mihajlovic foi outra jogadora que fez muito sucesso no vôlei nacional. A servia de 26 anos não sentiu o peso da camisa. Com ótimas atuações foi um dos pilares da Unilever. Mesmo jogando ao lado do técnico mais competitivo do planeta, o multicampeão Bernardo Rezende, mostrou a frieza, o lado calculista e definidor. Brankica, como é conhecida desbravou o país, e mostrou para o mundo o seu nível de voleibol. Com a seleção da Sérvia tem sido uma verdadeira ‘pedra no sapato’ das brasileiras.
Fechando a lista, essa nunca jogou, mas sempre foi o sonho de consumo de vários clubes, jogadores, torcedores e dirigentes. A cubana Mireya Luis, tricampeã olímpica é conhecida até hoje, como um das maiores jogadoras de todos os tempos. Em várias entrevistas, Mireya se mostrou entusiasmada para jogar no Brasil, principalmente, para apagar a imagem ruim de brigas e provocações, diante o clássico que marcou o vôlei mundial entre Brasil e Cuba. Marcia Fú, um ícone do vôlei ‘Brazuca’, em encontro com a adversária cubana se mostrou simpática e ratificou o sentimento amistoso, amigável, após anos de rusgas.
O encontro da paz; Márcia Fú e Mireya, em reconciliação
A década de 90 é lembrada com saudosismo, nos parâmetros de Senna X Prost, Marcia Fú e Mireya Luis, se duelavam. O tricampeonato olímpico e as diversas conquistas colocam Luis, como a jogadora a ser batida e a excelência do talento, da força, da genialidade, de uma jogadora que tinha todos os fundamentos, como uma maquina de destruir, de vencer, dominar, conquistar, aniquilar. Essa foi Alejandrina Mireya Luis Hernández, conhecida e temida, como: ‘Mireya”.





Comentarista do Band Sports responde sobre Leal, seleção brasileira e quem seria o seu preferido para técnico da seleção masculina

Com uma carreira esportiva, profissional e de formação como cidadão, destinada ao vôlei, o comentarista, professor, técnico e ex jogador Cacá Bizzocchi, se apresenta para o mundo. Sua historia com o vôlei personifica uma verdadeira relação de amor, dedicação, profissionalismo e competência. Bizzocchi, em entrevista especial, falou sobre carreira, a nova safra de jogadores, a polêmica envolvendo o colunista Menon do UOL, quem deveria ser o novo técnico da seleção masculina e finalizando, a naturalização de Leal como novo jogador para a seleção de Renan Dal Zotto, após a polêmica declaração de Lipe do Sesi. Esses, entre vários assuntos, foram enfatizados.

Como você conheceu o voleibol?
Na escola, estudei no tempo em que a Educação Física era valorizada e aprendi lá a jogar. Minha família é de esportistas e também tive a oportunidade de assistir e conviver com atletas da modalidade, principalmente Moreno, amigo da família e um dos maiores jogadores do Brasil.
Como virou atleta, posteriormente, técnico?
Fui treinar nas categorias de base do Palmeiras, aos 14 anos. Lá fiquei só treinando, sem nunca ser federado. Por isso virei técnico aos 19 anos. Fui jogar apenas na universidade e depois joguei por dois anos no Círculo Militar de SP já no adulto.
Quando decidiu o momento de parar e se dedicar a parte administrativa? É mais fácil ser técnico ou jogador?
Decidi parar quando vi que não era grande coisa como jogador. Como já estava na faculdade de Educação Física, aproveitei um convite e virei técnico. Deixei de ser técnico quando percebi que não tinha mais o “sangue nos olhos” indispensável à função. Vencer passou a ser um alívio e não uma alegria, aí repensei tudo.
Ser técnico é muito mais difícil, exige dedicação diária e o dia todo. A responsabilidade é enorme e a possibilidade de interferir diretamente no resultado é mínima.
Qual é o maior desafio, como comentarista de vôlei?
Saber escolher as palavras certas e pontuais em todos os momentos. Além da análise instantânea, é preciso ser conciso e claro na comunicação. Não há espaço para rodeios ou indefinições. Outro ponto é saber ser crítico sem ser cruel. Às vezes a vontade é afirmar que este técnico ou aquele jogador fez uma tremenda duma besteira, mas não podemos.
Recentemente, em resposta ao blogueiro Menon do UOL, tu foi bem categórico, em relação a importância da modalidade para o país. Como você o restante da mídia, na valorização do esporte em um grande jornal, site, televisão? Há má intenção ou inveja de alguns que veem que o vôlei está num patamar de excelência, ultrapassando as conquistas do futebol?
Não vejo inveja, não. Vejo a inserção de uma nova modalidade num espaço que era exclusivo do futebol (e continua sendo, de modo geral) e que tem seu nicho, seus experts e uma torcida que se especializa cada vez mais e, por isso, torna-se mais exigente em relação às informações que recebe da mídia.
Nenhuma modalidade competirá com o futebol, nem terá a importância e espaço midiático que ele tem. Mas dentro da diversidade provocada pela expansão da tv a cabo e, principalmente, da internet, a audiência pede espaços exclusivos e profissionais que entendam e respeitem o voleibol.
Existem hoje em dia milhares de crianças, adolescentes, interessadas na prática do vôlei. Com o crescimento, em termos de média de altura na modalidade, tem sido um esporte cada vez maior, feito para gigantes?
O aumento da média de altura no voleibol é consequência de um aumento da média de altura da população mundial e das exigências do esporte a partir de uma evolução tática que vem desde a década de 1980. Para competir com os soviéticos era necessário ter jogadores mais altos, a seleção começou a ser também pela estatura.
A iniciação motora mais precoce com acesso a informações sobre desenvolvimento motor e vivências desde bebê ajudaram a fazer com que os “grandões bobos” virassem “grandões espertos”. Os mais altos chegavam para aprender a jogar com muito mais qualidade motora, e isso impulsionou o aumento da estatura média com qualidade técnica compatível com a necessidade do esporte.
Creio que o vôlei chegou a um ponto que poucos centímetros serão acrescidos à média geral. Temos levantadores de 2m, centrais de 2,12m e ponteiros de 2,10m. Não vejo muito espaço para crescer!
Existe alguma possibilidade de alguém menor, com menos estatura jogar voleibol? Existe um padrão de altura para cada posição? Qual seria?
Deve-se diferenciar o nível internacional do nacional. Jogadores mais baixos ainda terão espaço no voleibol regional, enquanto apenas os mais altos terão oportunidade de defender a seleção. É uma exigência do alto nível internacional. Nada impede alguém mais baixo, no entanto, de jogar recreativamente ou semiprofissionalmente, neste caso, deve-se obedecer ao prazer da prática.
Qual mensagem, você deixaria para o jovem que quer ser jogador?
Se ele gosta de voleibol, que o pratique com muita vontade e disposição. O vôlei é um esporte que constrói o caráter, a cooperação e gera uma convivência amigável e pacífica. Se quiser ser um atleta profissional, tenha certeza de que possui as características físicas e fisiológicas necessárias, melhor um atleta amador feliz do que um pretenso profissional frustrado.
Como você analisa o desempenho da seleção feminina, que está sem algumas das principais jogadoras e em reformulação? Está como você esperava, melhor, ou aquém?
O Brasil passa por um momento de reformulação e de superação. Vem de uma derrota em casa nos Jogos Olímpicos e tem uma nova geração que não é tão talentosa quanto às anteriores. Vai ter mais dificuldade do que em outros ciclos olímpicos, mas com os reforços das mais experientes pode fazer um bom Mundial em 2018. Mas que não se espere aquela constância de pódios e medalhas, pois vai ser um período difícil.
Você aceitaria voltar a treinar alguma equipe?
Só se for para treinar uma seleção ou um clube no exterior, com garantias de continuidade e condições de trabalho adequadas.
Qual o melhor técnico de clubes no masculino? Mereceria uma chance na seleção brasileira?
Atualmente, Marcelo Mendez, do Sada/Cruzeiro. Poderia ter sido escolhido no lugar do Renan dal Zotto, mas acredito que o Renan mostrou um ótimo trabalho na última Liga Mundial.
Recentemente, houve uma polêmica no programa “Roda de Vôlei”, em que o ponteiro do Sesi, Lipe, fez duras críticas sobre a naturalização do cruzeirense Leal. Como você vê a chegada de um jogador vindo de outro país para defender a seleção? O convocaria, estando no lugar de Dal Zotto?
Não é possível ignorar a nova ordem social mundial. Estrangeiro não é mais um termo usual, somos cidadãos do mundo. Leal, naturalizado, é um brasileiro. Negar a igualdade de oportunidade a ele é negar a nova organização universal.
Sou contra fazer como o polo aquático brasileiro fez e como o Qatar vem fazendo, ou seja, montar uma seleção sem identidade nacional nenhuma com atletas que sequer sabem falar o idioma pátrio. Eu o convocaria, sim. Pela qualidade técnica e por ter este direito.
 É com muito prazer e respeito, receber uma grande personalidade do nosso voleibol, o professor, comentarista, ex jogador, Cacá Bizzocchi. Não faltam predicativos pra poder falar de um profissional, com esse gabarito. Muito obrigado pela oportunidade.
 O prazer é meu, Artur. Sempre às ordens. Obrigado pela oportunidade. Abraço. Cacá

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os injustiçados...

Um assunto que sempre gera discussão nas rodas de vôlei; as convocações da seleção brasileira. O vitorioso Bernardinho, recordistas em conquistas, mesmo diante os números, extremamente expressivos, sempre foi questionado por torcedores, especialmente por manter e ter como comparação, a tão famigerada, “família Scolari”, que conquistou a Copa do Mundo de 2002, mantendo seu grupo seleto. O termo “Família”, quase sempre levado ao ‘pé da letra’ corroborou o sentimento de decepção de alguns atletas, que se mantinham em alto nível, mas sempre deixado de lado nas convocações.

Algumas peças que nas ultimas competições, jogaram muito mais com o nome, que propriamente, rendimento, ou como muitos especialistas gostam de dizer, a bendita “Meritocracia”. Murilo e Giba em suas últimas convocações, nem de longe apresentavam o auto nível de outrora e foram mantidos pela história na seleção, confirmando o rótulo de “Família Bernardinho”.

Na contramão de tudo, atletas como o ponteiro cruzeirense Filipe fizeram valer o papel, auto nível, competitividade e regularidade. Desde a era São Bernardo, Sesi São Paulo, o jogador celeste vinha despontando, como grande jogador na competição. A sua chegada ao Sada Cruzeiro e os títulos conquistados, aliados ao desempenho o colocaram como homem de confiança do técnico argentino Marcelo Mendez. Ótimo passador e uma técnica apurada, Filipe se firmou, como um dos pilares da equipe tida, como melhor do planeta.


Outro atleta e não menos badalado, mas, não pelo o glamour ou por mero acaso, e sim, especialmente, pelo o nível de atuação. 

O libero Serginho, que não é o atual jogador do Timão, e sim, talvez, até mais vencedor que o citado, em termos de clube. Serginho Nogueira, conhecido, como simplesmente, ‘Serginho’. O libero cruzeirense se mantém como destaque e principal arma para a defesa e posteriormente, na segurança de um bom passe no ‘side out’. Serginho se confirma a cada ano, como referência na posição. o libero que jamais teve chances na seleção principal amarga o sentimento de decepção, após a cada convocação feita e o seu nome nem entrar em pauta, seja do antigo mandatário, Bernardinho ou até mesmo, o atual Renan Dal Zotto.

Fabrício Dias, alguém conhece esse nome? Provavelmente, todos vão lembrar pelo comportamento ácido com os respectivos adversários, raça, vibração, capacidade, talento. Estamos falando do oposto Lorena. O atleta que teve seu reconhecimento na temporada 2009/10, sendo o maior pontuador da história da Superliga. O jogador que na época era destaque, foi um dos pilares do vice campeonato pelo o Montes Claros, eliminando nada mais, nada menos o time do Cruzeiro, que já contava com Wallace, que já dava sinal, o que viria, ou seja, ‘promessa, quase realidade’. 

Lorena viria fazer uma ótima campanha também com o Vôlei Futuro de Araçatuba, sendo vice campeão da Superliga da temporada 2011/12, perdendo justamente para o Cruzeiro. As boas campanhas no Sesi e Taubaté alimentaram aquele sentimento de esperança em jogar na seleção. Em uma entrevista, o oposto desabafou, falando de Bernardinho, citando o fato, de nunca ter tido uma chance. Mais tarde, o ex treinador da seleção usou da ironia pra rebater Lorena. “Ninguém pede mais pelo o Lorena. Por que, será”.

Finalizando a lista, Bruno Zanuto, ponteiro que defendeu as cores da extinta e campeoníssima Cimed e a camisa do Sada Cruzeiro, em 2009. Zanuto era o ‘cara’ do momento. Um time que já contava com o jovem Wallace, mas que se definia com ponteiro citado, entre outros jogadores. Zanuto após alguns anos defendendo a equipe mineira acabou se transferindo, indo para a Itália. 

Por lá chegou a ser cogitado a defender a seleção italiana, com uma suposta naturalização do atleta, sendo inclusive, um dos destaques de uma das competições mais disputadas do planeta, a Liga italiana. Bruno nunca teve chance de defender a seleção brasileira principal.
Tirem suas conclusões; quem é o seu injustiçado? Opinem...


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Relembre a rusga entre Lorena e Bernardinho

O oposto que teve na temporada 2009/10 seu apogeu, jogando pela equipe de Montes Claros. O vice-campeonato da Superliga daquele ano que demonstrou números importantes na classificação do ‘Pequi Atômico’ e principalmente, como maior pontuador da história da história da competição nacional. Números que por si só, já o colocaria num patamar para disputar uma posição na seleção de Bernardinho. Com ótimo desempenho entrou na pré-lista, que posteriormente, viria a ser cortado. Anos após o corte, o oposto, ressentido pelo o fato fez duras críticas ao técnico da seleção, naquele momento.
Em conversa com a rádio Bradesco FM do Rio de Janeiro, o atleta que na ocasião jogava no Sesi São Paulo, em 2013, não titubeou em questionar os métodos de Bernardinho e usou um discurso mais feroz, como de praxe. “Nunca tive oportunidade na seleção brasileira. Minha grande angústia sobre o Bernardinho é sempre me julgar sem me conhecer. Para mim, ele é a mesma coisa que nada. Comigo ele não foi muito honesto.
Lorena está de volta ao Pequi Atômico para a próxima temporada

Eu não sei qual é o pensamento dele, ele sempre teve o grupo formado. Ele é um vencedor, mas eu deveria, no mínimo, treinar com o grupo da Seleção. Nunca quis me testar, ele sempre quis me criticar. Vejo tanto oposto convocado que não fez metade do que eu fiz. Eu queria saber o julgamento que ele tem sobre mim, pelo menos, para ser testado. De repente eu não tenho nível para a Seleção, mas acho que não é isso”, afirmou o oposto.
Em resposta a alguns jornalistas em um evento, Bernardo citou Lorena e o porquê de não convoca-lo, fazendo alusão, a ‘família Bernardinho’, tão ironicamente, citada. Ele disse que não faz parte da família Bernardinho. De fato, ele não faz parte da minha família, porque na minha família o pessoal é mais bonito e mais bem educado”, em tom de deboche.
Com a saída de Bernardo da seleção e a entrada Renan Dal Zotto para o posto fica a incógnita; como será formada a nova seleção e se, de fato, haverá jogadores mais experientes? Lorena, após alguns anos fora do Brasil, está de volta à equipe que o colocou num patamar dos grandes opostos do vôlei nacional, jogará pelo o Montes Claros.
Bernardo responde a Lorena
Confiram o vídeo:

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Corinthians Guarulhos acerta com uma das revelações da última Superliga

O time de Serginho, após o anúncio de formação de uma equipe na cidade da grande São Paulo, com a marca de um dos escudos mais populares do país se define a cada dia. Além da contratação do citado, o multicampeão Serginho, ídolo do vôlei e corintiano de coração, outros nomes vêm pra engrandecer e tornar a equipe cada vez mais competitiva. Ainda não é oficial, mas o Corinthians está perto de acertar com mais um reforço.
Um dos destaques da última Superliga, o ponteiro Alan Patrick que atuou pelo o Sesi na última temporada deixou em seu Instagram/Facebook, uma mensagem de carinho, gratidão para os torcedores da Vila Leopoldina. “O sonho de vestir essa camisa vermelha foi realizado,mas é preciso buscar novos conhecimentos e conquistas,obrigado por todo o apoio e ensinamentos, grande abraço e um talvez até logo”.
Jovem promessa acerta com o Timão, na expectativa de voos ainda maiores
Além de Alan, outro nome que pode vir é o oposto Rivaldo que jogou a última Superliga pelo o Campinas. Os centrais Sidão e levantador Rafa, ex companheiros da jovem promessa, já acertaram com o timão, o ponteiro mineiro e o central Luizinho também também definiram vínculo com o clube alvinegro, além da grande contratação, o líbero Serginho e o técnico Alexandre Stanzioni.
Essa semana, ex jogador da seleção e o atual mandarário do Timão foram apresentados no CT Joaquim Grava. Com a parceria que envolverá uma rede de Supermercados, como investidor e a prefeitura de Guarulhos, que vai ceder o ginásio para os jogos. No segundo semestre, o Corinthians disputa a “Taça Ouro” pra poder com isso, postular uma vaga na competição nacional.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Fim da novela: Camponesa Minas define novo técnico, mais um estrangeiro em sua história


O tradicional clube mineiro que após o fim da Superliga, teve como anúncio a saída do técnico Paulo Coco, que assinou com o Praia Clube. Depois de muitos rumores, dentre eles: Wagão que esteve perto de um acerto, além de Anderson, que defendeu o Brasília, Marcos Kwiek do Bauru, Spencer Lee que está no Osasco e até o nome de Marcos Pacheco (ex Sesi). O Minas, como roteiro vitorioso em sua história com técnicos estrangeiros definiu o comandante para a equipe mineira.

Stefano Lavarini é o ‘cara’ do Minas, o italiano de 38 anos vem com credenciais de respeito e recomendações pelo o mundo afora, como um dos grandes técnicos do vôlei mundial. Com passagens por Bergamo da Itália na qual foi campeão italiano em 2011 e a copa da Itália, em 2015, além de se manter na parte de cima da tabela, nas temporadas seguintes.

O site oficial do Minas deu como anúncio, as prerrogativas em sua contratação. “Stefano Lavarini começou a carreira bem jovem, aos 16 anos. Trabalhou com grandes nomes do voleibol mundial, entre eles Luciano Pedula, Massimo Barbolini e foi auxiliar técnico da ex-jogadora e, agora, treinadora Lang Ping, técnica da seleção chinesa, campeã dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Recentemente, o seu trabalho recebeu muitos elogios de Giovanni Guidetti, técnico da seleção feminina da Holanda e atual campeão mundial de clubes de 2017, com o VakifBank, da Turquia”, enfatiza o clube de Belo Horizonte.

Com uma trajetória de técnicos estrangeiros vitoriosos, o clube mineiro aposta no retrospecto e no talento do novo mandatário. Em 2012, fecharam com o argentino Horácio Dileo que foi o líder da equipe que chegou até as semis da Superliga. Mesmo não ganhando, conseguiu bons resultados. Em uma era de Sada Cruzeiro, ser vice ou até mesmo, 3ª, 4ª, aparentemente não é nada ruim, especialmente, pelo o baixo investimento, comparada as outras equipes.


Ao contrário de Dileo, Lavarini vem para comandar a equipe feminina, que renovou com a americana Destinee Hooker e contratou a levantadora Macris, além da espinha dorsal mantida, com: Mara (central), Leia (líbero), Pri Daroit (ponteira), a oposta Rosamaria, entre outras. A equipe chegou até as semis perdendo para o temido Rexona Sesc, o time de ‘Sir’ Bernardinho, que conquistou posteriormente o titulo da Superliga, e, recentemente, o vice campeonato mundial, conquistado pelo Vakifbank da Turquia. 

Serginho, em sua apresentação no Corinthians: “Vou dar a vida por esse clube, como fiz pela seleção


Corintiano de coração, Serginho, conhecido como um dos maiores líberos da história do vôlei mundial se apresenta no CT Joaquim Grava. O ex libero, em sua primeira coletiva, vestindo a camisa alvinegra mostrou toda emoção, entusiasmo e pensamentos ‘grandes’, em conquistas que possam elevar ainda mais o status e a grandeza de um dos times mais populares do Brasil. Além da apresentação de ‘Escadinha’, outro grande nome chega no Corinthians, o técnico Alexandre Stanzioni, vice campeão da Superliga pelo o Campinas, na temporada 2015/16.

A chegada de Serginho trouxe toda aquela atmosfera de infância, principalmente, pela parceira, a prefeitura de Guarulhos, onde o jogador foi formado entre os anos de 1993 a 1996 e agora, como ele mesmo diz, ‘defendo o manto sagrado’. O ex libero do Sesi em sua 1ª entrevista se emocionou ao lembrar da sua paixão pelo o clube, e de vestir a camisa 10. Em clima de muita emoção, Serginho ressaltou: “Quem sou eu pra usar a 10 do Corinthians, diante do Neto, Rivellino, entre outros. Pergunto-me, se sou merecedor disso tudo”.

O libero, agora, mais um para o ‘bando de loucos’, Serginho enfatiza a questão do investimento e a parceria com a prefeitura de Guarulhos. “Não há dinheiro público envolvido, apenas o apoio do setor privado. Se houvesse dinheiro público, eu mesmo não gostaria de fazer parte”, finaliza o multicampeão pela seleção.

Alexandre Stanzioni, outro corintiano declarado se apresentou também com pensamentos ‘grandes’: “Objetivamos, um projeto que não seja apenas repentino que possa se fortalecer cada dia mais. Com uma parceria como Guarulhos e  Corinthians, não tem como pensar de outra forma. Agora é se preparar para as cobranças que virão e montar uma equipe forte, competitiva, finaliza o novo mandatário do Timão.

Confiram a apresentação emocionada de Serginho e de Alexandre Stanzioni:




sábado, 6 de maio de 2017

Dal Zotto boicotará o 'Mago' William, após o pedido de dispensa da seleção brasileira?

Anunciado essa semana a convocação da seleção masculina de voleibol, estranhamente, o levantador William Arjona não estava na lista. Mais tarde chegou a informação que o jogador do Sada Cruzeiro não havia sido convocado por uma razão pessoal do atleta. De acordo com o ‘Mago’: “Preciso de descanso. Já havia programado com a minha esposa e vou cumprir”, enfatiza o levantador, campeão olímpico, com até então multicampeão Bernardinho.

Com as supostas mudanças que podem ocorrer na seleção e a renovação do grupo. Dal Zotto pode fazer mudanças sintomáticas na estrutura da seleção e a chegada de novos atletas. 

A novidade dessa vez ficou com a entrada de Murilo Radke para o lugar de William.
Muito se fala da ‘família Bernardinho’, ora de forma pejorativa, que contou com as devidas convocações que ainda gera discussão entre fãs, especialistas e obviamente, os bons frutos, a trajetória de títulos, que ajudou a promover atletas de altíssimo nível. Vale a reflexão: Dal Zotto manterá o legado de Bernardo, aliando coerência, planejamento, e principalmente, justiça.


William, por sua vez, será carta fora do baralho? Com atletas chegando aos 40 anos, em especial, o ‘Mago’ que fará 38 anos em julho. Rapha, Éder e até o anúncio de uma possível volta de Murilo feita pelo novo mandatário, não são descartadas. 

Aparentemente, o que se mostra é uma renovação do grupo, mas não de forma total e sim, algumas peças, cujo torneio, não se prevê tanto interesse de Dal Zotto e a própria CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), a famigerada Liga Mundial. 

Torcida do Camponesa Minas em festa


A notícia tão aguardada pela torcida minastenista, até que enfim, chegou se a um final feliz. A despedida dolorosa da americana Destinee Hooker, depois de alguns capítulos, trouxe um novo roteiro para uma novela que se mostrava aparentemente, sem qualquer perspectiva. 

Com os altos salários e a busca por uma parceira financeira davam todo enredo de emoção que culminou como um bonito fim de novela, culminando com a definição de uma contratação, que muitos colocaram como o fim.

Ao fim da Superliga Feminina, o que se questionava: Hooker vai ficar no Minas? O anúncio veio através das redes sociais pela própria atleta, que agradeceu de forma carinhosa, que dizia na ocasião não ter havido um acerto com o clube e com isso, a saída seria inevitável. Após várias conversas, inclusive, sendo citado o blogueiro do jornal Estadão, Bruno Voloch, que em sua coluna, havia dado a nota de uma parceria com um sócio do clube mineiro, para a viabilidade da contratação da americana.

Os valores chegariam a 300 mil R$, para o acerto e a posteriormente, a renovação da atleta. O Minas, em nota, repudiou o blogueiro, citando que ele havia usado um tom, supostamente, ‘diminuindo’ a equipe de Belo Horizonte. 

Entretanto, a nota nunca foi questionada, sob se haveria, sim ou não, uma negociação, entre a atleta e o clube. A notícia já ‘vazou’ em vários sites e mesmo que de forma não oficial, muitos já contam como a americana, que se tornou, de certa forma, por enquanto, a maior contratação, do mercado nacional.


Inteligentemente, o Minas trabalha calado nos bastidores pra reforçar ainda mais a equipe. A levantadora Macris (ex Brasília) vem para o lugar de Naiane que foi para a equipe do Barueri. Com a renovação de quase todas atletas, os mineiros esperam ‘beliscar’ o título nacional, coisa que não acontece há mais de 15 anos. Outro nome que circula na Arena JK é a chegada do técnico Anderson, que treinava o time do Brasília. 

A reviravolta do caso Hooker no Minas


Passadas algumas semanas do anúncio de saída da americana Destinee Hooker do Camponesa Minas. Um turbilhão de informações vieram posteriormente, e o que dava certo, como a saída da oposta, hoje se torna, como um forte nome para se manter na equipe mineira, especialmente, por uma parceria que está dando o que falar.

O assunto que está na ‘boca’ do mineiro é uma suposta parceira com importante empresário que ajudaria a manter a atleta, que é consequentemente sócio do Minas. O valores seriam por volta de 300 mil reais, que ajudariam na consolidação e a permanência no clube mineiro. “Fruto da discórdia”, o blogueiro do Estadão, Bruno Voloch deu a informação, que mais tarde, o Minas publicaria uma nota a respeito, invalidando a informação e fazendo duras críticas ao jornalista.

Segundo a nota:

“A nota oficial diz entre outras coisas que ‘O Minas Tênis Clube esclarece que não é verdadeira a informação publicada hoje (29/4), por Bruno Voloch, em sua coluna na página eletrônica do jornal O Estado de São Paulo (Estadão), sob o título ‘Sócio’ ajuda e Minas oferece R$ 700 mil para Hooker.

Outro ponto diz ser lamentável a postura de Voloch, que, ao publicar inverdades e distorcer fatos, desrespeita não só o Minas Tênis Clube, uma instituição sólida, que há 81 anos atua pelo crescimento do esporte nacional”, enfatiza o clube mineiro.

A atleta americana, uma das responsáveis pela campanha de destaque na Superliga feminina, que por muito pouco não chegou a grande final de umas das Ligas mais fortes do planeta. Hooker chegou e junto com ela, os resultados e a campanha de 2º turno, que beirou a perfeição.

A eliminação para o Rexona Sesc, diante um duelo que perdurou por 5 grandes e emocionantes jogos, os famosos playoffs, com a decisão que culminou com a eliminação. Decisão colocada por muitos, como uma final antecipada, em decorrência do alto nível de disputa entre ambas.

Com o mercado emergindo e nomes sendo citados, rumores colocam atletas em vários clubes. Só resta o tempo, pra dar a melhor resposta e a definição de jogadores e técnicos, nas respectivas equipes.


Nova safra que já dá grandes frutos para o país.

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.
Brasil se torna campeão da Liga Mundial com um time renovado e grandes promessas