sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os injustiçados...

Um assunto que sempre gera discussão nas rodas de vôlei; as convocações da seleção brasileira. O vitorioso Bernardinho, recordistas em conquistas, mesmo diante os números, extremamente expressivos, sempre foi questionado por torcedores, especialmente por manter e ter como comparação, a tão famigerada, “família Scolari”, que conquistou a Copa do Mundo de 2002, mantendo seu grupo seleto. O termo “Família”, quase sempre levado ao ‘pé da letra’ corroborou o sentimento de decepção de alguns atletas, que se mantinham em alto nível, mas sempre deixado de lado nas convocações.

Algumas peças que nas ultimas competições, jogaram muito mais com o nome, que propriamente, rendimento, ou como muitos especialistas gostam de dizer, a bendita “Meritocracia”. Murilo e Giba em suas últimas convocações, nem de longe apresentavam o auto nível de outrora e foram mantidos pela história na seleção, confirmando o rótulo de “Família Bernardinho”.

Na contramão de tudo, atletas como o ponteiro cruzeirense Filipe fizeram valer o papel, auto nível, competitividade e regularidade. Desde a era São Bernardo, Sesi São Paulo, o jogador celeste vinha despontando, como grande jogador na competição. A sua chegada ao Sada Cruzeiro e os títulos conquistados, aliados ao desempenho o colocaram como homem de confiança do técnico argentino Marcelo Mendez. Ótimo passador e uma técnica apurada, Filipe se firmou, como um dos pilares da equipe tida, como melhor do planeta.


Outro atleta e não menos badalado, mas, não pelo o glamour ou por mero acaso, e sim, especialmente, pelo o nível de atuação. 

O libero Serginho, que não é o atual jogador do Timão, e sim, talvez, até mais vencedor que o citado, em termos de clube. Serginho Nogueira, conhecido, como simplesmente, ‘Serginho’. O libero cruzeirense se mantém como destaque e principal arma para a defesa e posteriormente, na segurança de um bom passe no ‘side out’. Serginho se confirma a cada ano, como referência na posição. o libero que jamais teve chances na seleção principal amarga o sentimento de decepção, após a cada convocação feita e o seu nome nem entrar em pauta, seja do antigo mandatário, Bernardinho ou até mesmo, o atual Renan Dal Zotto.

Fabrício Dias, alguém conhece esse nome? Provavelmente, todos vão lembrar pelo comportamento ácido com os respectivos adversários, raça, vibração, capacidade, talento. Estamos falando do oposto Lorena. O atleta que teve seu reconhecimento na temporada 2009/10, sendo o maior pontuador da história da Superliga. O jogador que na época era destaque, foi um dos pilares do vice campeonato pelo o Montes Claros, eliminando nada mais, nada menos o time do Cruzeiro, que já contava com Wallace, que já dava sinal, o que viria, ou seja, ‘promessa, quase realidade’. 

Lorena viria fazer uma ótima campanha também com o Vôlei Futuro de Araçatuba, sendo vice campeão da Superliga da temporada 2011/12, perdendo justamente para o Cruzeiro. As boas campanhas no Sesi e Taubaté alimentaram aquele sentimento de esperança em jogar na seleção. Em uma entrevista, o oposto desabafou, falando de Bernardinho, citando o fato, de nunca ter tido uma chance. Mais tarde, o ex treinador da seleção usou da ironia pra rebater Lorena. “Ninguém pede mais pelo o Lorena. Por que, será”.

Finalizando a lista, Bruno Zanuto, ponteiro que defendeu as cores da extinta e campeoníssima Cimed e a camisa do Sada Cruzeiro, em 2009. Zanuto era o ‘cara’ do momento. Um time que já contava com o jovem Wallace, mas que se definia com ponteiro citado, entre outros jogadores. Zanuto após alguns anos defendendo a equipe mineira acabou se transferindo, indo para a Itália. 

Por lá chegou a ser cogitado a defender a seleção italiana, com uma suposta naturalização do atleta, sendo inclusive, um dos destaques de uma das competições mais disputadas do planeta, a Liga italiana. Bruno nunca teve chance de defender a seleção brasileira principal.
Tirem suas conclusões; quem é o seu injustiçado? Opinem...


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