domingo, 23 de julho de 2017

Opinião: Comunidade do vôlei, em resposta ao bloqueiro do UOL, no polêmico post. “Eu não gosto de vôlei”

O assunto que não sai da boca de jogadores e amantes da modalidade, o polêmico post do blogueiro do UOL, Luís Augusto Simon, conhecido popularmente, como “Menon”. O jornalista acirrou os ânimos de atletas ao comparar o vôlei com o futebol, numa alfinetada ou tentativa de desmerecer o esporte mais vitorioso da história recente do esporte brasileiro e a longevidade de quase 30 anos. Menon, na ocasião tentou argumentos, meramente vazios pra desqualificar o vôlei e fazendo uma comparação meramente esdrúxula, pejorativa, ao citar o Curling (esporte sem qualquer tradição no certame nacional). Após a publicação, a chuva de comentários, e-mails, ora, mais polidos, até xingamentos, por sua vez, por parte de profissionais, fãs e especialistas na modalidade.

A publicação, imediatamente, gerou a repercussão que se esperava. Se a ideia inicial; de fato, foi proposital ou não, conseguiu o êxito de chamar a atenção. Jogadores tarimbados, prestigiados, com o nome reconhecido no mundo pelas conquistas com a seleção, como: Gustavo Endres, Thaísa, Tandara, e recentemente, o craque Giba, o professor e comentarista dos canais Band Sports, Cacá Bizzocchi. Além de vários outros jogadores que se pronunciaram, mostrando sua indignação com o enunciado da matéria.
Em nota oficial de Giba, em sua página oficial, o ídolo da seleção foi enfático sobre o post mal intencionado. “Não gosta de vôlei? Azar seu. Eu gosto. E muito. Amo, aliás. Foi o vôlei que me deu tudo que tenho e ajudou ser quem eu sou. Não sou melhor do que você, autor desse post sem nexo. Sou apenas mais um apaixonado por esse esporte com tantas medalhas, tantos títulos, conquistas, lutando para o vôlei ser cada dia maior e melhor. Minha parte prefiro fazer em silêncio. Escreve daí, que eu faço daqui. Luto e lutarei sempre por todos os envolvidos no vôlei. Acho que minhas 3 medalhas olímpicas podem ajudar! 
A central Thaísa usou da ironia pra argumentar a publicação. “Brogueirinho”. Mais comedido, o comentarista, Cacá Bizzocchi, citado acima, argumentou de forma categórica, tendo inclusive, seu post publicado na íntegra, pelo o próprio blogueiro. Em algumas partes, o especialista, comentou sobre os fundamentos básicos tão citados por Menon, julgados, de forma simplória, com o pressuposto que o vôlei é um esporte mecânico, sem técnica, sem plástica.
“Você considera-o um ‘esporte com princípios muito simples’ e elenca saque, recepção e bloqueio como se fossem os únicos elementos de jogo. Caro Menon, é muito mais que isso. A dinâmica se repete, sim, mas de forma muito mais rica do que a sua economia de palavras faz supor. Ataques, contra-ataques, proteções de ataque, recuperações em acrobacias mirabolantes, bloqueios que fazem o ponto e que amortecem o ataque para novas defesas e contra-ataques fazem uma partida de vôlei ser tão especial e peculiar”, sintetiza o comentarista.
E notório que o vôlei incomoda muita gente. Que os anos de ostracismo, sem o apelo comercial, como injusto pelas campanhas vitoriosas, só mostra que o talento supera tudo. O DNA de cada jogador, de cada jovem, lapidado nas ruas, ‘campinhos de futebol’ que se tornam meras quadras de puro cascalho, ou ‘terra batida’, a raça e vontade de apaixonados pela modalidade, só demonstra que o mundo do futebol tem muito a aprender com o vôlei. Jogadores que por sua vez, mesmo em grandes equipes, vivem as incógnitas, incertezas da carreira, sem os devidos salários astronômicos, mas com o desempenho, que faz Leonel Messi e até Cristiano Ronaldo, como espectadores, admirarem, se inspirarem.
O Brasil do futebol precisa de mais ‘Bernardinhos’, ‘Zés’, pessoas que dignificam o esporte e ensinam para o mundo, como gerir. As medalhas que se empoeiram no armário, mas que tem o brilho eterno da dignidade, competitividade e da gratidão e respeito do esporte que eleva o país a cada ano, mesmo sofrendo a rejeição de outrora da grande mídia que marginaliza os grandes de alma e engrandece os pequenos de dinheiro.

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