sexta-feira, 24 de julho de 2015

Joycinha e Mari Paraíba, novos amuletos levam a seleção a mais uma decisão

Mari a frente, determinante no passe. Um pouco atrás, Joycinha, forma uma parede, fundamental na vitória sob as Porto Riquenhas.
Seleção Feminina mostra mais uma vez o poder de reação e se classifica para a final do Pan.

A seleção da virada, a seleção que não desiste jamais comprova que mesmo tendo jogadoras novatas, possuem o famoso ‘culhão’, decidir, crescer nos momentos mais complicados.

Não foi uma grande apresentação, de encher os olhos, mas que vale ressaltar o espírito destas meninas, que lutavam a cada ponto, cavando seu espaço nas futuras convocações, deslumbrando quem sabe até uma Olimpíada, que bate a porta a cada dia, com a proximidade do evento.

Falando do jogo, como havia enfatizado, o Brasil não fez uma boa partida, com várias falhas no quesito ‘defesa’, ‘passe’, dificultaram o máximo o side out, o que comprometeu o jogo da levantadora e revelação Macris.

Com um jogo pragmático, com bolas alçadas a todo o momento nas pontas, acabaram meio que desgastando Fernanda Garay, que conseguia por sua vez, corresponder nas bolas de meio fundo.

O jogo forte da seleção Porto Riquenha foi eficaz até metade do 3 ºset, com um saque bem equilibrado, bom volume de jogo, equilibrou as ações, e se manteve forte por toda partida. A defesa manteve um alto padrão e um volume de jogo, sólido, eficiente, que ganhou e confiança. Por muito pouco não levou a partida.

As entradas de Mari Paraíba e Joycinha deram um novo patamar para a seleção. Mari resgatou o bom passe, até então, muito deficitário na equipe. Já Joycinha, se tornou o muro, que destruiu e minimizou totalmente qualquer ímpeto e confiança de vitória das Porto Riquenhas.

A entrada das duas foi um divisor de águas. Elevaram o nível da seleção em outros fundamentos e trouxe de fato, um novo espírito para a seleção. A camisa pesada ficou com uma pena no corpo de atletas engajadas, que não são craques, mas são disciplinadas e técnicas, principalmente, em momentos críticos.

O empate da seleção veio como um banho de água fria na seleção de Porto Rico, que acreditava e tinha toda confiança para uma vitória, que seria pra elas, talvez o maior feito de sua história.
Porto Rico se sucumbiu literalmente quando deixou o gigante acordar. Como um rolo compressor, a seleção passou, sem temer nada, nem ninguém, mostrando o verdadeiro brasil. Time de meninas de fibra que fizeram cada gota de suor o verdadeiro trunfo, aliando garra, energia, poder de decisão de um time bi campeão Olímpico.

Vitória do Brasil por 3 a 2, mostrou alguns parâmetros. O Brasil tem uma seleção forte, porém, precisa de alguns ajustes. O famoso termo, ‘ligar o dedo na tomada’, ou seja, entrar atenta desde o começo da partida.

Outro parâmetro; a seleção se renova não apenas em quantidade, mas em qualidade. Macris levanta a bandeira do status ‘habilidade’, mesmo tendo alguns erros, se mostrou uma jogadora de altíssimo nível, com versatilidade, técnica, arrojo e coragem. Rosamaria, oposta contratada pelo o Minas, apareceu com a personalidade dos tempos de Pinheiros e momento algum sentiu se pressionada em vestir a camisa mais pesada do Vôlei Mundial.

Joycinha e Mari Paraíba, foram a válvula de escape que todo treinador espera contar. Decisivas, ganharam o gosto do técnico Zé Roberto, que as trouxe, utilizando as como verdadeiros amuletos. Coragem e paciência que fazem do Zé, um dos maiores de todos os tempos.


terça-feira, 21 de julho de 2015

Matt Anderson, personagem da Liga Mundial, temporada 2015


MVP (Most Valuable Player) ou seja, ao pé da letra, o jogador mais valioso da competição, o que mais se destacou em todos os fundamentos. Mesmo depois da eleição do Ponteiro Francês Ngapeth sob todos os parâmetros, pelo equilíbrio, eficiência e decisivo em toda Liga Mundial.

O blog Vôleibr10 elegeu o oposto americano Matt Anderson, como o grande personagem da competição, mesmo não tendo conquistado o título. Anderson conseguiu números expressivos, aliando quantidade e qualidade, ataques precisos, explosão e bom equilíbrio técnico, tático, em outros quesitos.

A temida diagonal, seja curta ou longa, mas impiedosa com seus adversários. O volume de jogo, outra característica do jogador, serviu como um parâmetro bastante interessante. Força e técnica, tudo na medida certa.

Caiu junto com o time Americano que estranhamente perdeu a concentração  contra os Sérvios, num jogo recheado de ingredientes, temperos. A frieza e o fator calculista tão conhecida pelo o time do tio Sam se foi na partida.

Depois da eliminação do Brasil, pelo os critérios de desempate, após a vitória dos Americanos sob os Franceses por 3 a 1, resultado esse que igualaria o marcador, ambas equipes com o mesmo número de vitórias, empatadas também no Golden Score, ou seja, a subtração de sets vencidos contra o número equivalente de sets perdidos, mesmo assim se manteve, com isso, o Brasil acabou perdendo no 3º critério (quantidade total de números feitos, menos os sofridos).

O resultado de vitória dos Americanos soou como ‘marmelada’, por parte do público brasileiro, que torceu contra o time de Anderson. A festa, agitação, imbuídos da missão de desconcentrar os Americanos, foram um fator importante, como estímulo e crescimento dos Sérvios, que acabaram vencendo o embate por 3 sets a 2, em uma partida de nervos a flor da pele.


O resultado de derrota dos Americanos não descredencia Matt Anderson, como um dos personagens da Liga Mundial.

sábado, 18 de julho de 2015

Seleção Servia, de verde e amarelo..


O título aparentemente estranho contextualiza um sentimento de frustração do torcedor brasileiro com a própria seleção. Imbuídos da missão de desconcentrar um dos algozes dos brasileiros, os americanos. Agitaram e fora fundamentais na vitória dos Servios.

A torcida brasileira deu exemplo, inflamou cada atleta, elevando a confiança, em um jogo predestinado para ‘cardíacos’, ou seja, mais um  jogo de emoções a flor da pele.
Liderado pelo o oposto Kovacevic, a seleção Servia, se aproveitando da falta de concentração dos americanos, e abriram 2 sets a 0, com um jogo forte, bons saques, concentrados e ótimo volume de jogo.

Do lado dos americanos, a liderança e eficiência do oposto Anderson, elevou o ímpeto nos pontos decisivos. A frieza aparente, serviu como uma balança de um time jovem, mas que consegue equilíbrio nos momentos mais importantes.

Depois de estar perdendo por 2 sets a 0, os americanos souberam que jovialidade, intrínseca ao talento e experiência fazem um casamento perfeito, de uma seleção que briga sempre, mantendo uma  consistência tática, técnica, empatando a partida.

TIE BREAK, detalhes, equilíbrio, e a torcida brasileira dando show

Como um jogo da seleção Brasileira, a torcida da ‘casa’ como esperado faz toda diferença. Sentindo em casa, foi assim que a seleção Servia, jogando na cidade maravilhosa, estava. Depois da eliminação dos brasileiros, o espírito solidário, aliado ao sentimento de vingança, elevaram os Servios, uma reação incrível, que se confirmou com um ace, e posteriormente, o canhoto oposto Kovacevic fechou o jogo.

Do lado dos americanos, fica a revolta com a arbitragem. Num ataque do oposto Anderson, foi comprovado através do ‘CHALLENGE’, que a bola havia saído, mudando drasticamente a partida. Como uma faísca em meio a quilômetros de pólvora, trouxe um novo clima para o jogo. A calmaria e frieza de outrora se perdeu, e o jogo calculista dos americanos se foi, junto com eles, a concentração, dando números finais para uma partida nitroglicerínica.
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Não foi desta vez..


Mais uma vez o Brasil sucumbiu se numa fase decisiva de um campeonato Internacional. 
Entretanto, o país, conseguiu atingir números ainda mais pessimistas, não chegando nas semis, após a eliminação, pelo os critérios de desempate para a França e Estados Unidos.

A classificação se foi, após a confirmação da derrota da seleção Francesa para os americanos por 3 a 1. Esse resultado era o único que a seleção canarinho não esperava, uma vez que os americanos venciam por 2 a 0.

O set virou, a agitação, entusiasmo e principalmente a confiança, voltou, com a gana de vencer, mais concentrados, conseguiram impor um 3º set de alto nível, com ótimo volume e um poder de recuperação, fundamental.

A torcida brasileira que lá estava em massa, foi a cada ponto, desanimando se, perdendo com isso todo ímpeto no sonho de ver a seleção numa semifinal de Liga Mundial, realizada em casa.

Mesmo que pequeno, mais ainda presente, cada torcedor brasileiro tinha uma esperança, numa vitória Francesa, coisa que não aconteceu..

A França precisava fazer 15 pontos no 4º set pra se classificar. Tarefa essa fácil pra uma seleção que teve um equilíbrio, regular em toda competição, mesmo vendo do outro lado, a potência Estados unidos.

O resultado a favor dos americanos, juntamente com a incumbência dos Franceses que conseguiram chegar, e ultrapassar a casa dos 15 pontos, tirou a seleção brasileira.

A luz amarela se acende, e é colocado em cheque o trabalho do técnico Bernardinho. Com mais um revés, o Brasil precisa se reinventar pra voltar a trazer resultados convincentes.

A tão comentada ‘panela’, que é sempre colocada como um banquete nas pautas esportivas, reflete um cenário nada satisfatório.

A insistência em jogadores tarimbados como Murilo, que ainda possui um bom passe, recepção, mas que perde em termos de ataque. Escolhas são colocadas em cheque. Muitos falam na titularidade intocável de Bruninho, que nos últimos anos não se reinventou e com isso o Brasil tem sofrido, com um jogo muito previsível.

As notas baixas: Bernardinho morre junto com as suas escolhas, não dá oportunidade para o central Riad, que mantém números interessantes. Em contrapartida, Lucão em piores condições em termos de rendimento, que o Riad, é mantido como titular, intocável, criando talvez até certo comodismo.

As Olimpíadas batem a porta.. Algo deve ser feito o mais rápido possível. Se não esses números se tornarão um abismo de uma seleção que acostumou o Brasileiro a brigar pela as primeiras posições.


Somente o tempo poderá dizer.. 

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.
Brasil se torna campeão da Liga Mundial com um time renovado e grandes promessas