1ª Saque- o time do Rio de Janeiro utiliza o saque como
uma arma mortal. Vale destacar a central Carol, uma das atletas com melhor
fundamento na Superliga. O saque das cariocas é tão efetivo, que faz cada
passagem, um verdadeiro bombardeio nas defesas adversárias. O Side Out,
praticamente, não existe, quando Carol, se posiciona para o saque.
2ª Defesa- como de praxe, o volume de jogo,
posicionamento tático e a liderança da melhor líbero do país, Fabi. Com um
bloqueio que pressiona, e jogadoras muito bem espalhadas em quadra, diminuem-se
as chances do side out acontecer.
3ª Velocidade- Natália e Gabi fazem a dupla que aliam:
explosão, técnica e principalmente, muita velocidade. Ora as bolas chutadas, ora as empinadas, mas o
que se destaca nessa dupla, é a forma como se aparecem para cada jogada. Com muita
velocidade, passam literalmente por cima de cada bloqueio, em paralelas curtas,
diagonais, paragonais, ou simplesmente, em largadinhas geniais no fundo ou
rentes à rede.
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| Rexona celebra mais um título, em vitória sobre o Pinheiros (CBV Divulgação) |
4ª Bloqueio- Juciely e Carol se completam quase sempre
bem posicionadas, ocupam espaço em tempo muito preciso milimétrico. Fazem um
verdadeiro paredão. Apesar de não serem jogadoras muito altas, possuem um ótimo
tempo de bola, como dito anteriormente.
5ª Bernardinho- com anos comandando a equipe carioca,
mantém uma hegemonia, de muitos anos e um legado, de primor e respeito. O técnico
da seleção masculina sempre prezou pela formação de uma espinha dorsal, que se
mantém durante anos. Mesmo no banco de reservas, como exemplo, a ponteira Regis
e a levantadora Roberta. No time titular, Bernardinho conta com a líbero Fabi,
uma das experientes do grupo. Além de Juciely e Carol, jogando por mais uma
temporada, juntas.
6ª Filosofia de trabalho- jovens promessas+ jogadoras
experientes- é algo notório no grupo do Rexona, estão no DNA nas equipes do
Bernardinho, jogadoras experientes, dando toda ‘bagagem’ para as mais jovens.
Como exemplo: há alguns anos atrás, Gabi vinha do Mackenzie, como destaque,
promissora contratação para o time do Rio de Janeiro. Com a rodagem, foi se
tornando um dos pilares. A levantadora multi-campeã Fofão, que recentemente, se
despediu das quadras. Fernanda Venturini, entre outras, voltaram e deram o ar
de graça, jogando em alto nível, e preparando outras atletas para cada posição.
Esta filosofia caminha por anos. As novas promessas são: Drussyla e Lorenne,
que vem entrando nas partidas e dando conta do recado.
7ª União- vai e vem e novos grupos, jogadoras, surgem. O
respeito e a lealdade das atletas funcionam como fermento de bolo. Todas imbuídas
da missão de colocar a equipe, sempre em alto nível, em patamar de excelência. Reflexo
disto se vê dentro da quadra, com os resultados e títulos conquistados. Não se
vê boatos, ‘murmurinhos’ sobre essa ou aquela jogadora, se falou isso ou aquilo
de alguém. A liderança de Bernardinho é algo tão perceptível. Como diz o
ditado, ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’.. Esse ditado popular, apesar
de soar autoritário, na realidade tem outro significado. Bernardinho se coloca
na frente das atletas, como meio de protegê-las e blindarem suas respectivas
imagens sobre algum fato ou acontecimento.