sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Burocracia e lentidão afastam o ponteiro Leal a vestir a amarelinha, já nas Olimpíadas


O ponteiro cubano que recentemente se naturalizou brasileiro se vê num impasse; mesmo sob a legalidade de ser um cidadão brasileiro. O jogador do Cruzeiro esbarra na burocracia e lentidão no processo.

Segundo a Federação Internacional de Voleibol, o atleta que se naturalizar por outra entidade, país, terá que ficar 2 anos sem defender outra seleção. Após o processo de naturalização oficializada e o cumprimento do prazo determinado, estará a disposição pra defender tal agremiação.

O técnico Bernardinho e comissão técnica queriam contar com atleta já nas olimpíadas. Entretanto, com todos os trâmites que envolvem o processo, já regulamentados, como prevê a própria FIVB.

A pergunta que não quer calar; porque houve tanta demora por parte da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) e a comissão técnica da seleção, na homologação de um processo de naturalização, cujo atleta está no país há algum tempo, defendendo um clube brasileiro?

O Brasil vive um momento de incógnitas, com jogadores passando por altos e baixos e a renovação estagnada. Jovens promessas despontam no mercado, mas não com a mesma quantidade e qualidade de outrora.

Lucarelli é ainda a grande esperança. Murilo e Lipe brigam por outra vaga. Lucas Loh é mais uma promessa, e foi testado por Bernardinho na Liga Mundial.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

7 ‘cartas na manga’ que fazem o Rexona, uma equipe quase imbatível

1ª Saque- o time do Rio de Janeiro utiliza o saque como uma arma mortal. Vale destacar a central Carol, uma das atletas com melhor fundamento na Superliga. O saque das cariocas é tão efetivo, que faz cada passagem, um verdadeiro bombardeio nas defesas adversárias. O Side Out, praticamente, não existe, quando Carol, se posiciona para o saque.

2ª Defesa- como de praxe, o volume de jogo, posicionamento tático e a liderança da melhor líbero do país, Fabi. Com um bloqueio que pressiona, e jogadoras muito bem espalhadas em quadra, diminuem-se as chances do side out acontecer.

3ª Velocidade- Natália e Gabi fazem a dupla que aliam: explosão, técnica e principalmente, muita velocidade.  Ora as bolas chutadas, ora as empinadas, mas o que se destaca nessa dupla, é a forma como se aparecem para cada jogada. Com muita velocidade, passam literalmente por cima de cada bloqueio, em paralelas curtas, diagonais, paragonais, ou simplesmente, em largadinhas geniais no fundo ou rentes à rede.

Rexona celebra mais um título, em vitória sobre o Pinheiros (CBV Divulgação)
4ª Bloqueio- Juciely e Carol se completam quase sempre bem posicionadas, ocupam espaço em tempo muito preciso milimétrico. Fazem um verdadeiro paredão. Apesar de não serem jogadoras muito altas, possuem um ótimo tempo de bola, como dito anteriormente.

5ª Bernardinho- com anos comandando a equipe carioca, mantém uma hegemonia, de muitos anos e um legado, de primor e respeito. O técnico da seleção masculina sempre prezou pela formação de uma espinha dorsal, que se mantém durante anos. Mesmo no banco de reservas, como exemplo, a ponteira Regis e a levantadora Roberta. No time titular, Bernardinho conta com a líbero Fabi, uma das experientes do grupo. Além de Juciely e Carol, jogando por mais uma temporada, juntas.

6ª Filosofia de trabalho- jovens promessas+ jogadoras experientes- é algo notório no grupo do Rexona, estão no DNA nas equipes do Bernardinho, jogadoras experientes, dando toda ‘bagagem’ para as mais jovens. Como exemplo: há alguns anos atrás, Gabi vinha do Mackenzie, como destaque, promissora contratação para o time do Rio de Janeiro. Com a rodagem, foi se tornando um dos pilares. A levantadora multi-campeã Fofão, que recentemente, se despediu das quadras. Fernanda Venturini, entre outras, voltaram e deram o ar de graça, jogando em alto nível, e preparando outras atletas para cada posição. Esta filosofia caminha por anos. As novas promessas são: Drussyla e Lorenne, que vem entrando nas partidas e dando conta do recado.

7ª União- vai e vem e novos grupos, jogadoras, surgem. O respeito e a lealdade das atletas funcionam como fermento de bolo. Todas imbuídas da missão de colocar a equipe, sempre em alto nível, em patamar de excelência. Reflexo disto se vê dentro da quadra, com os resultados e títulos conquistados. Não se vê boatos, ‘murmurinhos’ sobre essa ou aquela jogadora, se falou isso ou aquilo de alguém. A liderança de Bernardinho é algo tão perceptível. Como diz o ditado, ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo’.. Esse ditado popular, apesar de soar autoritário, na realidade tem outro significado. Bernardinho se coloca na frente das atletas, como meio de protegê-las e blindarem suas respectivas imagens sobre algum fato ou acontecimento.



Em 2010, em sua volta ao Brasil, o levantador Ricardinho dizia não a seleção

O levantador campeão olímpico com a seleção brasileira fazia o seu retorno ao país, pra fechar contrato com o time de Araçatuba, o famigerado Vôlei Futuro.

Com a expectativa de saber sobre suas reais pretensões no vôlei ‘Brazuca’, foi perguntado, se haveria algum plano em retornar a seleção. Ricardinho foi enfático: 

Divulgação, UOL ESPORTES. Ricardinho à seleção, com o sonho do bicampeonato olímpico, na disputa das olimpíadas de Londres, em 2012

“Já tinha tudo acabado, há 3 anos atrás. Tinha como objetivo disputar a Liga Mundial, mas como não houve a convocação, entendo que o meu ciclo acabou.”

Curiosamente, passados 2 anos, com a campanha vitoriosa do seu time, “Vôlei Futuro”, na conquista do paulista e o vice da Superliga, voltaram os rumores sobre a sua volta à seleção.

Nunca houve uma informação oficial se a mudança de planos ocorreu por uma suposta conversa entre Bernardinho e o atleta, ou se o clamor popular ajudou em suas decisões, como fator motivacional, para jogar novamente pela seleção brasileira.

Em 2012, Ricardinho foi convocado para as Olimpíadas de Londres, levando a seleção canarinho ao vice-campeonato.


Ricardinho é até hoje, um dos melhores levantadores de todos os tempos da história do vôlei mundial e desempenha mesmo com mais de 40 anos, um primor técnico, com suas 'bolas mágicas', de extrema precisão e velocidade. 

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.
Brasil se torna campeão da Liga Mundial com um time renovado e grandes promessas