Um assunto que sempre gera discussão nas rodas de vôlei;
as convocações da seleção brasileira. O vitorioso Bernardinho, recordistas em
conquistas, mesmo diante os números, extremamente expressivos, sempre foi
questionado por torcedores, especialmente por manter e ter como comparação, a
tão famigerada, “família Scolari”, que conquistou a Copa do Mundo de 2002,
mantendo seu grupo seleto. O termo “Família”, quase sempre levado ao ‘pé da
letra’ corroborou o sentimento de decepção de alguns atletas, que se mantinham
em alto nível, mas sempre deixado de lado nas convocações.
Algumas peças que nas ultimas competições, jogaram muito
mais com o nome, que propriamente, rendimento, ou como muitos especialistas
gostam de dizer, a bendita “Meritocracia”. Murilo e Giba em suas últimas
convocações, nem de longe apresentavam o auto nível de outrora e foram mantidos
pela história na seleção, confirmando o rótulo de “Família Bernardinho”.
Na contramão de tudo, atletas como o ponteiro cruzeirense
Filipe fizeram valer o papel, auto nível, competitividade e regularidade. D esde a
era São Bernardo, Sesi São Paulo, o jogador celeste vinha despontando, como
grande jogador na competição. A sua chegada ao Sada Cruzeiro e os títulos
conquistados, aliados ao desempenho o colocaram como homem de confiança do
técnico argentino Marcelo Mendez. Ótimo passador e uma técnica apurada, Filipe
se firmou, como um dos pilares da equipe tida, como melhor do planeta.
Outro atleta e não menos badalado, mas, não pelo o
glamour ou por mero acaso, e sim, especialmente, pelo o nível de atuação.
O
libero Serginho, que não é o atual jogador do Timão, e sim, talvez, até mais vencedor que o citado, em termos de
clube. Serginho Nogueira, conhecido, como simplesmente, ‘Serginho’. O libero
cruzeirense se mantém como destaque e principal arma para a defesa e
posteriormente, na segurança de um bom passe no ‘side out’. Serginho se
confirma a cada ano, como referência na posição. o libero que jamais teve
chances na seleção principal amarga o sentimento de decepção, após a cada
convocação feita e o seu nome nem entrar em pauta, seja do antigo mandatário,
Bernardinho ou até mesmo, o atual Renan Dal Zotto.
Fabrício Dias, alguém conhece esse nome? Provavelmente,
todos vão lembrar pelo comportamento ácido com os respectivos adversários,
raça, vibração, capacidade, talento. Estamos falando do oposto Lorena. O atleta
que teve seu reconhecimento na temporada 2009/10, sendo o maior pontuador da
história da Superliga. O jogador que na época era destaque, foi um dos pilares
do vice campeonato pelo o Montes Claros, eliminando nada mais, nada menos o
time do Cruzeiro, que já contava com Wallace, que já dava sinal, o que viria,
ou seja, ‘promessa, quase realidade’.
Lorena viria fazer uma ótima campanha
também com o Vôlei Futuro de Araçatuba, sendo vice campeão da Superliga da
temporada 2011/12, perdendo justamente para o Cruzeiro. As boas campanhas no
Sesi e Taubaté alimentaram aquele sentimento de esperança em jogar na seleção.
Em uma entrevista, o oposto desabafou, falando de Bernardinho, citando o fato,
de nunca ter tido uma chance. Mais tarde, o ex treinador da seleção usou da
ironia pra rebater Lorena. “Ninguém pede mais pelo o Lorena. Por que, será”.
Finalizando a lista, Bruno Zanuto, ponteiro que defendeu
as cores da extinta e campeoníssima Cimed e a camisa do Sada Cruzeiro, em 2009.
Zanuto era o ‘cara’ do momento. Um time que já contava com o jovem Wallace, mas
que se definia com ponteiro citado, entre outros jogadores. Zanuto após alguns
anos defendendo a equipe mineira acabou se transferindo, indo para a Itália.
Tirem suas conclusões; quem é o seu injustiçado?
Opinem...

