sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Ponteiro Filipe: “Estamos incomodando muita gente”, após a eliminação polêmica, cuja arbitragem foi pivô


Após a eliminação do Sada Cruzeiro para o Sesi São Paulo no Tie Break, a pauta que viria 
a tona: os erros de arbitragem durante a partida, em especial, a alegação de invasão de Leal, que a câmera da Sportv mostrou, aliada a isso, os comentários de Nalbert, afirmando o erro dos juízes na assinalação de invasão do cruzeirense.

No Tie Break, enquanto o time mineiro estava a 2 pontos de vantagem sobre o rival, erros e falta de concentração colocaram a equipe paulista novamente na partida. A derradeira jogada em que a arbitragem se ‘embananou’ foi em um levantamento para o ponteiro Leal, em que os mesmos marcaram invasão, quando as câmeras mostraram a descida do atleta passando pela borda de fora da quadra, o que não caracteriza de fato, invasão.

Ao final do jogo, Leal e Filipe, em forma de protesto, foram até os árbitros. Filipe, por sua vez, ficou bastante irritado com a assinalação. Com o suposto ponto cruzeirense, os mineiros ficariam a 1 ponto da classificação. Filipe exclamou: “Parabéns a eles. Fizeram uma ótima partida, mas momento algum tivemos uma arbitragem segura, que apitasse igual para os dois lados. Isso foi a partida inteira.

O ponteiro finalizou: “Estamos incomodando muita gente”, fazendo alusão a arbitragem, entidade e clubes que supostamente disputam diretamente e fazem posteriormente seus conchavos. Na última temporada, após perder vários atletas, o grupo e principal parceiro do Cruzeiro “Sada”, capitaneada por Vittório Medioli (presidente do patrocinador Master) tentou um acordo com a entidade CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) cuja proposta; acabasse com a questão do ranqueamento, que tanto prejudica as equipes com planejamento a longo prazo. Algumas equipes foram contra, numa suposta tentativa de desmontar o time celeste.

A saída do central Éder e o destaque, o oposto Wallace, trouxeram nuvens nebulosas para os lados da Lagoa da Pampulha. A chegada de Evandro e Simon vieram como um banho de água fria. Com os títulos da Supercopa, mineiro e bi mundial colocaram novamente o time mineiro nos trilhos e a confiança retomada.  


Opinião: arbitragem decide para o Sesi e equipe paulista está na final da Copa Brasil

Mais uma vez, Sesi e Cruzeiro se encontram em um ‘mata-mata’, ingredientes para um bom jogo é o que não falta, estrelas de um lado, do outro, com um único objetivo, em especial para a equipe paulista; acabar com a hegemonia celeste. Diante tantas derrotas e eliminações para os mineiros, o caos e apagão de outrora se deu e do outro lado se via, uma equipe aguerrida, ressurgindo das cinzas nos últimos 3 sets, esse foi o Sesi durante a partida. O que não se pensava eram os erros em demasia da arbitragem contra o Cruzeiro, que deixaram jogadores e comissão técnica enraivecidos e com uma frase do ponteiro Filipe que resumiu bem isso: “Estamos incomodando muita gente”.
A partida se sucedeu; um jogo com erros gritantes de ambos os lados. Depois de estar vencendo por uma vantagem de mais de 7 pontos, o time paulista ‘abaixou a guarda’ e com uma sequência de ótimos saque do ponteiro Filipe colocou o Cruzeiro em vantagem, vencendo com isso o 1º round da disputa. O 2º set percorreu da mesma forma, com o Sesi na frente no marcador, os erros e a inconstância que sempre marcou ‘os ‘diabos vermelhos’ deram mais uma ideia do que poderia vir, ou seja, uma derrota por 3 a 0. O que não seria surpresa, pensando a distancia que há entre cruzeirenses e o restante das equipes que disputam a Superliga.
Sesi ressurge das cinzas, mas sob erros de arbitragem, e se classifica para a grande final da Copa Brasil
O 3º set, derradeiro? Não. A equipe liderada pelo levantador Bruninho pôde se controlar na partida e voltar para o set com mais volume tático e uma força extra emocional. Murilo, Theo foram efetivos e igualaram tudo. Do lado azul, o passe com uma das maiores armas cruzeirense se foi, Filipe, um dos melhores passadores do país virou alvo fácil para a equipe paulista, além do descontrole emocional provocado pela arbitragem no decorrer da partida, invertendo bolas, elevando ainda mais os ânimos para o lado mineiro.
Com o empate, o tie break chegou, trazendo um novo roteiro para a partida, com intensidade e participação do bloqueio, até então nulo, o Sesi veio com tudo. O equilíbrio se manteve até o fim com uma pequena vantagem para o Cruzeiro. Depois de dois erros seguidos, o time da capital paulista chegou ao empate e logo em seguida, em mais um erro da arbitragem ao assinalar invasão de Leal, que passou de fato pelo lado de fora da borda, colocou o Sesi há um ponto da classificação. Com o bloqueio sobre Evandro, o time da Vila Leopoldina quebrava depois de anos a hegemonia do Cruzeiro.
Sob muita crítica, os ponteiros Filipe e Leal foram até a arbitragem que nada fez. Ao final da partida, o canal Sportv (detentor dos direitos de transmissão) mostrou o erro dos juízes na validação de um lance em que não houve sequer alguma infração. O vôlei nacional com o legado e a referência de melhor seleção do planeta, não se atualizou e a tecnologia foi deixada pelas entidades. A velocidade de cada lance e muitas vezes a falta de estrutura mostra o quão vulnerável é a arbitragem, em uma partida que soa estranha com lances ‘pastelões’ e beira o amadorismo.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Opinião: 'Panela' da CBV se mantém para alegria da nação cruzeirense. Entendam o porquê


A notícia que deixou muitos fãs entristecidos, a saída do técnico Bernardo Rezende, um dos maiores vencedores da história do vôlei mundial. Com todo clima de aparente luto, com a derradeira notícia, que trouxe um ambiente de inconstância, dúvidas, sobre um grupo que carrega o status de ser a melhor equipe do planeta.

Quem poderia substituí- lo? O nome da vez; o técnico do Sada Cruzeiro, Marcelo Mendez, atual bicampeão mundial, tetracampeonato da Superliga, entre vários títulos com a equipe celeste. Com um currículo como esse, o nome ganhava força aos redores de Saquarema. O treinador argentino, talvez pela nacionalidade, a famosa rivalidade entre brasileiros e argentinos, mesmo passando longe de algo racional, pode se comprovar pela escolha precipitada feita posteriormente pela entidade. A CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) com a postura conservadora de outrora como é conhecida tomou uma decisão que vai gerar muita discussão.

A chegada de Renan Dal Zotto que possuía o cargo de diretor de seleções assumiu o posto, sobre o clima de desconfiança. Dal Zotto foi um dos pilares da geração de prata de Los Angeles, em 1984. Sobre a batuta do novo treinador alavancou projetos importantes, como o famoso CIMED, mais conhecido como a equipe de Florianópolis que se manteve com uma das mais equipes mais copeiras do certame nacional e revelação de atletas de ponta, como: o levantador Bruno, os centrais Sidão e Lucão, o ponteiro Thiago Alves, dentre vários outros.

Somente o tempo poderá dizer...

Se um lado do país chora a saída do seu maior líder, o outro de forma comedida comemora não a saída de Bernardo, mas a permanência de seu líder, o técnico Marcelo Mendez. O que resta é ver se a CBV terá a mesma paciência em possíveis derrotas, sobre um grupo renovado que poderá ter o ponteiro cubano naturalizado brasileiro Leal e uma nova geração que carrega o bastão e o legado do maior de todos, ‘a família Bernardinho’.



Nova safra que já dá grandes frutos para o país.

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.
Brasil se torna campeão da Liga Mundial com um time renovado e grandes promessas