Apesar do discurso e da matéria soar como pretensiosa
leva se em questão o nível técnico e a temporada de ambas as equipes. Minas vem
com uma sequencia avassaladora e um segundo turno, posteriormente,
irrepreensível. Do outro lado, está nada mais nada menos, que a equipe de ‘Sir’
Bernardinho, várias vezes campeão da Superliga, atingindo através do seu
perfeccionismo, uma excelência de deixar todos, boquiabertos.
O porquê da final antecipada...
Mesmo há várias semanas do término da Superliga, Rio de
Janeiro e Minas já mostram uma tendência e um crescimento dentro da competição.
O time mineiro, por sua vez, vem mantendo um equilíbrio e especialmente,
atuações de gala da americana Destinee Hooker, além da defesa constante de
Leia, aliada ao forte bloqueio de Gattaz e Mara, fazem o típico ‘side out’, com
a maestria de poucos.
Finalizando o grupo, a ponteira Rosamaria, que carrega um
dos melhores ataques na Superliga, se mantendo na parte de cima do ranking da
CBV (Confederação Brasileira de Voleibol). A quarta posição se deve pelo ao
rendimento fraco no primeiro turno. A chegada de Jaque e Hooker trouxe o que os
mineiros precisavam. A solidez defensiva capitaneada por Paulo Coco
(Coordenador técnico da seleção brasileira feminina), experiência, aliada, com
as boas novidades; o amadurecimento da jovem Naiane, como levantadora titular
equipe.
Virou clichê falar do Rexona. Pra vencer a equipe carioca,
não basta apenas jogar bem, mas ser perfeito, ter paciência. Elas jogam com
muito volume de jogo e um equilíbrio tático, de dar inveja. A classificação na
primeira posição só veio pra ratificar o favoritismo, e as constantes vitórias
em edições anteriores da Superliga.
A chegada do tradicional Osasco Nestlé e a emergente
equipe do Dentil Praia Clube confirmam um bom momento. Mesmo sob uma ótima
campanha, ambas as equipes foram apenas discretas, sem grandes atuações,
talvez, a vitória sobre o Rexona, jogando no ‘caldeirão’ osasquense. Fora
disso, a equipe da zona oeste de São Paulo só teve performances medianas, nada
que ‘enchesse os olhos’. Com um investimento mais baixo de outrora, o Osasco,
mesmo com várias conquistas, entra como um azarão para levantar mais um caneco.
Para os lados do time de Uberlândia, o ano de 2017 é só a
confirmação do trabalho sério, de auto investimento que a equipe têm tido nos
últimos anos, principalmente, segurando o posto de segunda força no vôlei
feminino. Entretanto, não se vê um crescimento de produção que ratificasse ou
que de fato, possamos ‘cravar’, o Praia Clube será campeão.
Algo ainda meio que
‘cru’, mesmo tendo várias jogadoras selecionáveis em seu plantel. As decisões
seguidas contra o Rio de Janeiro podem trazer um fator emocional maior e ajudar
num suposto trunfo. O Praia joga com a força da torcida, do conjunto, e
principalmente por uma firmação na cena nacional de voleibol. Há algumas
rodadas, ficou bem próximo da vitória, jogando contra o Rio de Janeiro. Terá
pompa para vencer a equipe carioca ou outra mineira (Minas). Somente o tempo
dirá...
A Superliga, a cada ano se firma como uma das competições
mais equilibradas do planeta, especialmente, esse ano que apareceu ainda mais
equipes para ‘engrossar’ o grupo seleto de times com bom planejamento,
estrutura, que hoje colhe os frutos do trabalho. Bauru e Brasília, muitos
gostam de dizer que são equipes que não postulam nada, apenas a classificação.
Entretanto, são equipes novas com bons investimentos que até de forma precoce
já mostram bons resultados.
O Pinheiros, como forte equipe na formação de atletas,
sempre dá o famoso susto, vencendo adversários até com mais investimentos, como
o caso do Sesi, até então com altos investimentos, no ano de 2015. A Superliga
segue e o tempo mais que qualquer um pra separar o joio do trigo, entre
campeões e meros coadjuvantes.








