domingo, 30 de outubro de 2016

Sada Cruzeiro e o tricampeonato mundial, o mundo ficou pequeno para os mineiros


A frase que soa como até prepotente, nada se define, só contextualiza o real momento da história do vôlei nacional e mundial. Sada Cruzeiro conquistou no último fim de semana sobre o time russo do Zenit Kazan, campeão europeu, mais uma vez o título mundial. O tricampeonato serviu só de aperitivo, depois de vencer o 3º set por 25 a 15 e colocando os selecionáveis de seus países respectivamente, o americano Matt Anderson, o cubano naturalizado polonês León e o russo Mikhaylov, os colocaram literalmente para sambar.
Depois de mais um título, qual seria o pensamento? Descansar? Para o time celeste, a palavra que já virou meio que doutrina para cada torcedor, jogador, comissão técnica, “título”. Com esse pensamento, os cruzeirenses imbuídos desse sentimento foram em busca de mais uma conquista. O título dessa vez veio contra o Campinas, valendo a Supercopa.
Logo o pensamento que se vem de forma direta, é: ‘qual será o próximo’? Fica difícil ter outra filosofia. Um time acostumado a ganhar, tudo, contra todos, contra a própria entidade CBV ( Confederação Brasileira de Voleibol) que tentou de todas form
as enfraquecer o time mineiro, o famoso ranking que impossibilita que qualquer clube supere a a quantidade de atletas de valor 7 (maior média), no máximo 3 (masculino) e 2 (feminino). A saída de Wallace, Éder, acendeu-se uma luz amarela, pressupondo numa queda acentuada da equipe.
O troco veio na mesma moeda, a chegada do cubano Simon e o oposto Evandro só confirmaram o molde de gestão celeste; contratações pontuais e fortalecimento da equipe que não perde sua espinha dorsal. Rodriguinho, jovem atleta substituiu a altura Filipe mostrando que o elenco está pronto, fechado e preparado para o que der e vier. Renan, destaque em outras temporadas, veio para compor o banco, finalizando o altíssimo nível de preparação e planejamento.
A Superliga está aí. Como as estradas brasileiras, Sada Cruzeiro sabe como ninguém traçar em especial, as sinuosas curvas mineiras, como linha tênue, apenas o desafio próprio, a confiança, o autocontrole, de enfrentar o maior adversário que não são os outros e sim ele próprio.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Superliga no horário nobre?

Depois de muita luta, debates, e várias tentativas, o vôlei vai ter seu espaço ao sol, como merecido, na grade de programação de uma emissora aberta, especialmente, em um horário de destaque.

O canal responsável pelo feito que merece toda reverência e vem transmitindo desde a temporada anterior, em partidas aos sábados é a RedeTv. Com o sucesso de audiência, a emissora de Alphaville, hoje localizada em Osasco, irá ampliar o leque de transmissões com jogos inclusive as quintas, a partir das 21h 45 (horário de Brasília), além das costumeiras partidas, já citadas aos sábados, no período da tarde.

Para o técnico Bernardinho, o envolvimento de uma emissora aberta é de total importância para o pleito de 2ª modalidade do país, principalmente para chegar á casa das famílias brasileiras, a diferentes níveis sociais e econômicos.

“A RedeTV ampliar a participação na Superliga é fundamental para nosso esporte. O voleibol precisa deste apoio. A gente vai estar na casa das pessoas, vamos poder mostrar nosso trabalho e vamos ter mais jovens que podem se inspirar no voleibol e, quem saber, querer praticar”. Afirma o multicampeão da Superliga pela equipe do Rio de Janeiro e atual campeão Olímpico pela seleção masculina.

Além do vôlei, a RedeTv transmite o NBB e a série B do brasileirão.


Minas em abismo total no mundial contextualiza o real patamar com o Cruzeiro


Minas Tênis Clube, talvez o maior clube e formador de atletas pelo o país, com diversas modalidades, títulos e mais títulos confirmam a história e tradição dessa importante equipe. Entretanto, os números no vôlei, que é uma das bases mais formadoras do esporte nacional mostra um declínio, mesmo nos tempos áureos de tricampeonato nacional, título sul americano, etc... Não se consegue investimentos mais profundos e impactantes.

A força aparentemente está no feminino que vem chegando às últimas temporadas, o masculino ora ou outra ressurge das cinzas e conseguem bons resultados, como a 3ª posição na temporada 2014/2015 e a chegada à semifinal e a eliminação para outra equipe mineira, o Praia Clube. Os resultados não são tão ruins como se fala.

A despedida com derrota para o Bolívar da Argentina, encerrou da forma melancólica a atuação do Minas no mundial realizado em Betim. A equipe mineira ficou na última posição

Mas, a grandeza do Minas diz por si só. O time mais vencedor do país junto com os extintos Pirelli, Cimed e atualmente, o Sada Cruzeiro, maior referência do vôlei mundial, atualmente. O mundial realizado em Betim mostrou essa disparidade entre os clubes brasileiros, em especial, equipes mineiras. A dificuldade de conseguir patrocinadores Masters tem sido cada vez maior, e os números de investimentos acabam caindo, por sua vez.

Com uma campanha vexatória, 3 derrotas, nenhuma vitória, a equipe mineira ficou na última posição do torneio. Do outro lado da lagoa da Pampulha, o Cruzeiro vencia seus adversários de forma expressiva, sem pestanejar. O resultado mostrou a realidade entre ambos os clubes. Enquanto um, vive dos loiros do passado. Outros se focam em querer cada vez mais conquistas, um trabalho de planejamento intacto, com contratações pontuais e um elenco enxuto, quantitativo e qualitativo.

A supremacia celeste em mais conquista do estadual, a 8ª na ocasião, confirma a excelência e assimetria entre ambas as equipes, uma hegemonia que perdura por quase uma década. Números que colocam o torcedor do Minas com a cabeça cada vez mais inchada. Existe alguma solução? 

Apenas, buscar investimentos maiores, parcerias e o forte de trabalho de base, que se perderam em termos de qualidade nos últimos anos, em comparação a outros períodos, momentos.

Fica a reflexão e o sonho por dias melhores, ‘dias melhores, pra sempre’... fraseando o grupo Jota Quest...


1, 2, 3, o Sesi é freguês... Mais uma derrota para o Taubaté, a 3ª consecutiva


A equipe da capital mais uma vez foi vítima fácil para o Funvic Taubaté. Depois de ter vencido de forma expressiva a 1ª partida do paulista, por 3 sets a 0. Dessa vez não se viu absolutamente nada, foi praticamente um atropelo, um rolo compressor, que não deu menor chance para o time da Vila Leopoldina.

Os diabos vermelhos foram muito abaixo do esperado, aliada a atuação de gala de Rapha que pôde mesclar jogadas, trazendo um dinamismo para a equipe do vale do Paraíba. Outro destaque foi o ponteiro passador Lucas Loh, contratação essa que veio para substituir Lipe.


Nem o líbero Serginho, responsável pela estabilidade no passe foi eficiente. Ao contrário, passou por maus bocados. Wallace, outro destaque, mostrou que decisão é com ele. O ex-cruzeirense lembrou-se dos bons tempos vestindo o manto celeste e só confirmou a freguesia sobre o Sesi.

Do lado vermelho, Murilo, Lucão e Bruninho, apagados. Sem poder de reação. Os saques fortes do Taubaté foram fundamentais na confirmação de mais um título estadual, o 3º seguido.

Agora, as atenções estão voltadas para a Superliga que começa esta semana. Sesi São Paulo vai em busca do bicampeonato. Enquanto o Taubaté, ainda continua na briga pelo o título inédito.

A partida aconteceu nesta última sexta feira (21) no ginásio do Abaeté, na região do Vale do Paraíba, na cidade de Taubaté.



Nova safra que já dá grandes frutos para o país.

Nova safra que já dá grandes frutos para o país.
Brasil se torna campeão da Liga Mundial com um time renovado e grandes promessas