A frase que soa como até prepotente, nada se define, só contextualiza o real momento da história do vôlei nacional e mundial. Sada Cruzeiro conquistou no último fim de semana sobre o time russo do Zenit Kazan, campeão europeu, mais uma vez o título mundial. O tricampeonato serviu só de aperitivo, depois de vencer o 3º set por 25 a 15 e colocando os selecionáveis de seus países respectivamente, o americano Matt Anderson, o cubano naturalizado polonês León e o russo Mikhaylov, os colocaram literalmente para sambar.
Depois de mais um título, qual seria o pensamento? Descansar? Para o time celeste, a palavra que já virou meio que doutrina para cada torcedor, jogador, comissão técnica, “título”. Com esse pensamento, os cruzeirenses imbuídos desse sentimento foram em busca de mais uma conquista. O título dessa vez veio contra o Campinas, valendo a Supercopa.
Logo o pensamento que se vem de forma direta, é: ‘qual será o próximo’? Fica difícil ter outra filosofia. Um time acostumado a ganhar, tudo, contra todos, contra a própria entidade CBV ( Confederação Brasileira de Voleibol) que tentou de todas form
as enfraquecer o time mineiro, o famoso ranking que impossibilita que qualquer clube supere a a quantidade de atletas de valor 7 (maior média), no máximo 3 (masculino) e 2 (feminino). A saída de Wallace, Éder, acendeu-se uma luz amarela, pressupondo numa queda acentuada da equipe.
O troco veio na mesma moeda, a chegada do cubano Simon e o oposto Evandro só confirmaram o molde de gestão celeste; contratações pontuais e fortalecimento da equipe que não perde sua espinha dorsal. Rodriguinho, jovem atleta substituiu a altura Filipe mostrando que o elenco está pronto, fechado e preparado para o que der e vier. Renan, destaque em outras temporadas, veio para compor o banco, finalizando o altíssimo nível de preparação e planejamento.
A Superliga está aí. Como as estradas brasileiras, Sada Cruzeiro sabe como ninguém traçar em especial, as sinuosas curvas mineiras, como linha tênue, apenas o desafio próprio, a confiança, o autocontrole, de enfrentar o maior adversário que não são os outros e sim ele próprio.


