terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Serginho: “Eu não jogaria hoje. O esporte não significa nada, diante de uma tragédia dessa”

A tragédia na Colômbia deixou marcas, cicatrizes, que ficarão para posteridade. Homenagens ao redor do planeta por grandes clubes europeus, sul-americanos e o esporte olímpico, entre outras modalidades, sentem o seu luto e querem homenagear os heróis que se foram, como símbolo de respeito, consideração e humanidade.

Serginho e a representação no vôlei, como líder, em um momento trágico, com a equipe da Chapecoense. Acidente que vitimou 71 pessoas, entre atletas, comissão técnica, jornalistas e tripulantes
O líbero do Sesi Serginho, após a vitória sobre o Taubaté pela Superliga, não titubeou em falar sobre sua real motivação para a partida. “Não queria jogar, em respeito a todos, mesmo não sendo ligado de forma direta as pessoas que lá estavam’.

O ‘eterno’ camisa 10 da seleção ainda ressaltou: “Não há clima pra jogar. O que é o esporte diante uma situação como essa?! O esporte não significa nada, diante uma tragédia dessa”, lamenta o maior líbero da história do voleibol. O depoimento foi após o término do jogo do clássico paulista entre Sesi e Taubaté, ocorrido no último sábado (03), no ginásio da Vila Leopoldina.

O acidente com a companhia boliviana LaMia que caiu na Colômbia na madrugada de segunda para terça feira, vitimou 71 pessoas, dentre elas: jogadores da Chapecoense, comissão técnica e parte da imprensa. 

Sobreviveram 6 pessoas, 3 jogadores, 1 jornalista e 2 comissários de bordo. Para as próximas semanas, muitas notícias por vir. Em especial, a análise das caixas pretas, a polêmica do combustível e as supostas negligencias da companhia, com destaque para o piloto e dono da aeronave “Miguel Quiroga”, também falecido no acidente.


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