terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Vôlei chora: Bruno, Serginho, Marcos Pacheco, em mais homenagens a Chape

O luto que parou mobilizou o planeta (créditos: Sesi São Paulo Divulgação)

Em mais uma rodada da Superliga Masculina, o Sesi não tomou conhecimento do Taubaté, em impiedosos 3 sets a 0. O Sesi aplicou talvez a melhor partida pela competição nacional, jogando dentro dos seus domínios, no ginásio da Vila Leopoldina. O clássico aconteceu no último sábado (03), no horário das 19h30.

Apesar do grande jogo em que lá aconteceu, a cabeça e o coração estavam todas voltadas para uma mesma direção, um mesmo endereço, á Arena Condá, em Chapecó. A tragédia que abalou o mundo, que teve mais de 71 mortos, se mostra como a dor da alma, do coração que tenta bater, mas de forma arrítmica, se mantém. Atletas de diversas modalidades se pronunciaram, com o vôlei não foi diferente, a pauta “dor” também se sucedeu.

Para o técnico do Sesi São Paulo Marcos Pacheco, o sentimento de tristeza é grande, por ter a cidade de Chapecó, como parte de sua história como atleta. Contrastando com tudo isso, a raiva que abate todos os corações sobre um acidente que hoje repercute, como negligente; o piloto, a companhia e todas as pessoas diretas e indiretamente envolvidas na tragédia. Sucinta o espírito da indignação e tristeza profunda.

“Joguei em Chapecó, é uma cidade de pessoas humildes que amam o esporte, povo trabalhador, que estavam conquistando diante tanta dificuldade. Ouvir uma notícia como essa, acordar cedo, não dá para aceitar, ficamos nos questionando ‘porquê’, principalmente como aconteceu. Foi uma semana dura, difícil de aceitar, o dia a dia. Uma dor muito grande...”lamenta Pacheco.

Para o levantador Bruninho, é hora de resgatarmos nossos valores como seres humanos e aprender a agradecer por cada dia de vida. “Temos que amar mais, valorizar mais. Muitas vezes, a gente vê as pessoas reclamando da vida, por qualquer coisa e esquece-se dos detalhes, dos valores. É sempre importante agradecer por cada dia, pois não sabemos o dia de amanhã”, comenta o levantador da seleção.
Finalizando, a pauta ‘tristeza’ repercutiu de forma latente entre todos os atletas, um deles, e um líder nato, o líbero Serginho, representou o sentimento dos jogadores, diante uma rodada da Superliga.


“Não temos clima para jogar diante o fato, a tragédia. A gente fica muito triste com tudo, mesmo não tendo contato de forma direta. É triste demais ver atletas perdendo suas vidas. Eu não jogaria em respeito a todos, representando a família do voleibol, do Sesi São Paulo, é muito triste tudo isso, mesmo sabendo que nada vai amenizar essa dor. A gente sabe que eles estão no lugar melhor que a gente”, afirma com sensibilidade e o sentimento de luto que passa a cidade de Chapecó, o país, o mundo. 

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