A notícia que deixou muitos fãs entristecidos, a saída do
técnico Bernardo Rezende, um dos maiores vencedores da história do vôlei
mundial. Com todo clima de aparente luto, com a derradeira notícia, que trouxe um
ambiente de inconstância, dúvidas, sobre um grupo que carrega o status de ser a
melhor equipe do planeta.
Quem poderia substituí- lo? O nome da vez; o técnico do
Sada Cruzeiro, Marcelo Mendez, atual bicampeão mundial, tetracampeonato da
Superliga, entre vários títulos com a equipe celeste. Com um currículo como
esse, o nome ganhava força aos redores de Saquarema. O treinador argentino,
talvez pela nacionalidade, a famosa rivalidade entre brasileiros e argentinos,
mesmo passando longe de algo racional, pode se comprovar pela escolha
precipitada feita posteriormente pela entidade. A CBV (Confederação Brasileira
de Voleibol) com a postura conservadora de outrora como é conhecida tomou uma
decisão que vai gerar muita discussão.
A chegada de Renan Dal Zotto que possuía o cargo de
diretor de seleções assumiu o posto, sobre o clima de desconfiança. Dal Zotto
foi um dos pilares da geração de prata de Los Angeles, em 1984. Sobre a batuta
do novo treinador alavancou projetos importantes, como o famoso CIMED, mais
conhecido como a equipe de Florianópolis que se manteve com uma das mais
equipes mais copeiras do certame nacional e revelação de atletas de ponta,
como: o levantador Bruno, os centrais Sidão e Lucão, o ponteiro Thiago Alves,
dentre vários outros.
Somente o tempo poderá dizer...
Se um lado do país chora a saída do seu maior líder, o
outro de forma comedida comemora não a saída de Bernardo, mas a permanência de
seu líder, o técnico Marcelo Mendez. O que resta é ver se a CBV terá a mesma paciência
em possíveis derrotas, sobre um grupo renovado que poderá ter o ponteiro cubano
naturalizado brasileiro Leal e uma nova geração que carrega o bastão e o legado
do maior de todos, ‘a família Bernardinho’.

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