O contraste de sentimentos, Serginho, conhecido como ‘Escadinha’,
considerado por muitos o maior líbero da história do vôlei mundial, em
declaração após a conquista do ouro olímpico, usou e abusou da sua simplicidade,
como lhe é característico. “Eu não me acho merecedor, sou um cara normal, só o
filho da dona Didi de Pirituba”.
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| Serginho e Neymar, a guerra do ego contra a humildade |
O Neymar já em tom raivoso, cheio de ressentimento,
saltou uma das suas. “Vocês vão ter que me engolir”, fraseando o ex-técnico e
lendário Zagallo, em uma das conquistas com a seleção, em resposta a imprensa
brasileira. O craque brasileiro não é unanimidade, pela postura e atitudes extracampo.
A atitude, muitas vezes intempestiva do craque do Barcelona, vai de contra a
parte da imprensa, e até alguns torcedores.
Após o término da partida, que enfim acabou com o jejum
do Brasil, em nunca ter conquistado a tão almejada medalha de ouro, na vitória
sobre os carrascos alemães nos pênaltis, ‘marcou’ o rosto de um torcedor que o
criticou durante a partida, em um lance no qual, Neymar tentou fazer uma
carretilha. Jogada famosa do ex-camisa do Santos. O torcedor gritou: “Joga
sério, Neymar”.
O sentimento de vingança se suscitou ao fim da partida
com o titulo da seleção canarinho e o jogador tentou agredir o torcedor que
deferiu a frase. Já Serginho, quase sempre, em tom amistoso, respeitoso, ao
conquistar o tricampeonato da seleção e o seu bi pessoal deu ênfase aos anos
defendendo a seleção, deixando uma camisa da seleção no solo sagrado do ginásio
do Maracanãzinho.
São atitudes que muito refletem a realidade das 2
modalidades. O vôlei em muitos anos mantendo o status de excelência e sem
qualquer atenção da mídia e o devido reconhecimento. A seleção brasileira de
vôlei é a 1ª do ranking mundial há algum tempo.
Do outro lado, jogadores de
futebol são tidos como verdadeiros ‘deuses’, e tampouco vem conquistando, nos
últimos anos. Porém, carrega o bastão de popularidade, com atletas ganhando
cifras milionárias e a pressão da imprensa, que não mede palavras, ao falar de
jogadores vaidosos, como Neymar, entre outros.
O contraste das vaidades, por sua vez, se contextualiza
dentro dos gramados, quadras. Personalidades artificiais, com a típica atitude
de celebridade. O torcedor, por sua vez, começa a olhar o comportamento de
outra forma, tendo uma visão cada vez mais fria e racional, sobre ídolos e
pseudo ídolos, abarrotados no esporte ‘brazuca’.

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