quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Bruninho apaga as desconfianças e celebra o tricampeonato olímpico em atuação de gala

O levantador da seleção, sob holofotes, levanta o troféu que muitos questionavam. A titularidade que veio com a aposentadoria da lenda Ricardinho fez muitos repensarem o futuro da seleção. 

Bruno celebra o novo momento na seleção, de ídolo nacional, com o título olímpico
O ídolo e conhecido como um dos maiores levantadores da história do vôlei mundial, Ricardo em sua saída da seleção deixou uma luz amarela, devido a revolução e inovação tão almejada que transformou a modalidade em um esporte não só para gigantes. A velocidade de sua bola consagrou vários ponteiros, opostos, dentre eles: Nalbert, Giba, André Nascimento, Dante, entre vários outros.

Motivos pela desconfiança não faltaram, não pela questão técnica, mas sim, pela responsabilidade em substituir uma referência no vôlei mundial. A situação começou a mudar em 2010 com o título mundial, entretanto, o contínuo crescimento do levantador cruzeirense William Arjona, sendo eleito a cada ano o melhor do país em múltiplas conquistas mineiras, em especial, o bicampeonato mundial, só colocou em xeque, o porquê da sua titularidade.

Com boas passagens pelo o CIMED conquistando o tetracampeonato da Superliga pela equipe catarinense e a conquista da Superliga com o RJX do Rio de Janeiro, gerido pelo ‘milionário’ Eike Batista. Mesmo com as conquistas, a titularidade era sempre questionada.

A chegada do levantador Rapha multicampeão pela equipe italiana do TRENTINO colocou mais pressão sobre Bruno. Os resultados precoces conquistados em tampouco tempo com a equipe do Taubaté foram significativos, deixando muitos estarrecidos, e do outro lado, William colecionava títulos mais títulos.

A confiança do Bernardinho foi fundamental pela retomada. O título italiano pela equipe do MODENA ao lado do central Lucão contextualizou o bom momento. O entrosamento de longos anos na seleção se confirmou, a titularidade trouxe um amadurecimento e uma liderança nata. Talvez, reflexo até do pai e treinador, Bernardo Rezende.

A atuação de ouro sob a Itália, em uma partida cheia de nuances, trouxe todo dinamismo, tranquilidade e excelência. Passes dados com açúcar e perfeição, fazendo muitos se lembrarem da genialidade de Ricardinho, com um novo espírito e demais quesitos como trunfo.


Bruno, além de ótimo levantador, tem um ótimo saque e bom bloqueio, quesitos tão observados pelo o vôlei europeu, além da técnica, extremamente apurada, definitivamente, escreveu o nome na história da seleção. o julgamento de muitos, que não conseguiram ver o talento do ‘filho do treinador’, mas que acima de tudo, foi o ‘pai da equipe’,  se sucumbiram em meio ao jogo qualitativo e quantitativo, do grande e genial Bruno Rezende.  

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