O levantador da seleção, sob holofotes, levanta o troféu
que muitos questionavam. A titularidade que veio com a aposentadoria da lenda
Ricardinho fez muitos repensarem o futuro da seleção.
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| Bruno celebra o novo momento na seleção, de ídolo nacional, com o título olímpico |
O ídolo e conhecido como
um dos maiores levantadores da história do vôlei mundial, Ricardo em sua saída
da seleção deixou uma luz amarela, devido a revolução e inovação tão almejada
que transformou a modalidade em um esporte não só para gigantes. A velocidade
de sua bola consagrou vários ponteiros, opostos, dentre eles: Nalbert, Giba,
André Nascimento, Dante, entre vários outros.
Motivos pela desconfiança não faltaram, não pela questão
técnica, mas sim, pela responsabilidade em substituir uma referência no vôlei
mundial. A situação começou a mudar em 2010 com o título mundial, entretanto, o
contínuo crescimento do levantador cruzeirense William Arjona, sendo eleito a
cada ano o melhor do país em múltiplas conquistas mineiras, em especial, o
bicampeonato mundial, só colocou em xeque, o porquê da sua titularidade.
Com boas passagens pelo o CIMED conquistando o tetracampeonato
da Superliga pela equipe catarinense e a conquista da Superliga com o RJX do
Rio de Janeiro, gerido pelo ‘milionário’ Eike Batista. Mesmo com as conquistas,
a titularidade era sempre questionada.
A chegada do levantador Rapha multicampeão pela equipe
italiana do TRENTINO colocou mais pressão sobre Bruno. Os resultados precoces
conquistados em tampouco tempo com a equipe do Taubaté foram significativos,
deixando muitos estarrecidos, e do outro lado, William colecionava títulos mais
títulos.
A confiança do Bernardinho foi fundamental pela retomada.
O título italiano pela equipe do MODENA ao lado do central Lucão contextualizou
o bom momento. O entrosamento de longos anos na seleção se confirmou, a
titularidade trouxe um amadurecimento e uma liderança nata. Talvez, reflexo até
do pai e treinador, Bernardo Rezende.
A atuação de ouro sob a Itália, em uma partida cheia de
nuances, trouxe todo dinamismo, tranquilidade e excelência. Passes dados com
açúcar e perfeição, fazendo muitos se lembrarem da genialidade de Ricardinho,
com um novo espírito e demais quesitos como trunfo.
Bruno, além de ótimo levantador, tem um ótimo saque e bom
bloqueio, quesitos tão observados pelo o vôlei europeu, além da técnica,
extremamente apurada, definitivamente, escreveu o nome na história da seleção.
o julgamento de muitos, que não conseguiram ver o talento do ‘filho do
treinador’, mas que acima de tudo, foi o ‘pai da equipe’, se sucumbiram em meio ao jogo qualitativo e
quantitativo, do grande e genial Bruno Rezende.

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