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| Mari a frente, determinante no passe. Um pouco atrás, Joycinha, forma uma parede, fundamental na vitória sob as Porto Riquenhas. |
A seleção da virada, a seleção que não desiste jamais comprova que mesmo tendo jogadoras novatas, possuem o famoso ‘culhão’, decidir, crescer nos momentos mais complicados.
Não foi uma grande apresentação, de encher os olhos, mas que vale ressaltar o espírito destas meninas, que lutavam a cada ponto, cavando seu espaço nas futuras convocações, deslumbrando quem sabe até uma Olimpíada, que bate a porta a cada dia, com a proximidade do evento.
Falando do jogo, como havia enfatizado, o Brasil não fez uma boa partida, com várias falhas no quesito ‘defesa’, ‘passe’, dificultaram o máximo o side out, o que comprometeu o jogo da levantadora e revelação Macris.
Com um jogo pragmático, com bolas alçadas a todo o momento nas pontas, acabaram meio que desgastando Fernanda Garay, que conseguia por sua vez, corresponder nas bolas de meio fundo.
O jogo forte da seleção Porto Riquenha foi eficaz até metade do 3 ºset, com um saque bem equilibrado, bom volume de jogo, equilibrou as ações, e se manteve forte por toda partida. A defesa manteve um alto padrão e um volume de jogo, sólido, eficiente, que ganhou e confiança. Por muito pouco não levou a partida.
As entradas de Mari Paraíba e Joycinha deram um novo patamar para a seleção. Mari resgatou o bom passe, até então, muito deficitário na equipe. Já Joycinha, se tornou o muro, que destruiu e minimizou totalmente qualquer ímpeto e confiança de vitória das Porto Riquenhas.
A entrada das duas foi um divisor de águas. Elevaram o nível da seleção em outros fundamentos e trouxe de fato, um novo espírito para a seleção. A camisa pesada ficou com uma pena no corpo de atletas engajadas, que não são craques, mas são disciplinadas e técnicas, principalmente, em momentos críticos.
O empate da seleção veio como um banho de água fria na seleção de Porto Rico, que acreditava e tinha toda confiança para uma vitória, que seria pra elas, talvez o maior feito de sua história.
Porto Rico se sucumbiu literalmente quando deixou o gigante acordar. Como um rolo compressor, a seleção passou, sem temer nada, nem ninguém, mostrando o verdadeiro brasil. Time de meninas de fibra que fizeram cada gota de suor o verdadeiro trunfo, aliando garra, energia, poder de decisão de um time bi campeão Olímpico.
Vitória do Brasil por 3 a 2, mostrou alguns parâmetros. O Brasil tem uma seleção forte, porém, precisa de alguns ajustes. O famoso termo, ‘ligar o dedo na tomada’, ou seja, entrar atenta desde o começo da partida.
Outro parâmetro; a seleção se renova não apenas em quantidade, mas em qualidade. Macris levanta a bandeira do status ‘habilidade’, mesmo tendo alguns erros, se mostrou uma jogadora de altíssimo nível, com versatilidade, técnica, arrojo e coragem. Rosamaria, oposta contratada pelo o Minas, apareceu com a personalidade dos tempos de Pinheiros e momento algum sentiu se pressionada em vestir a camisa mais pesada do Vôlei Mundial.
Joycinha e Mari Paraíba, foram a válvula de escape que todo treinador espera contar. Decisivas, ganharam o gosto do técnico Zé Roberto, que as trouxe, utilizando as como verdadeiros amuletos. Coragem e paciência que fazem do Zé, um dos maiores de todos os tempos.

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