O
clássico mais conhecido do Vôlei Nacional feminino, mais uma vez se
repetirá. O que deveria ser motivo de euforia, motivação, Acende
se uma luz amarela sob em quais parâmetros está não se apenas
definindo a competição, mas todas as nuances que envolve o Vôlei
Brasileiro, como um todo.
Times
com seleções montadas, investimentos estratosféricos, com o devido
retorno de mídia, apoio de patrocinadores, etc. Do outro lado, times
que vendem literalmente o almoço pra comprar a janta. Não conseguem
se equivaler, com baixos investimentos, pouca visibilidade, acabam
sucumbindo se em meio a um sistema competitivo, em que se divide o
joio do trigo.
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| Mineirinho, mais uma vez sediando a grande final da Superliga Masculina, que já é o clássico do Vôlei Brasileiro, entre Cruzeiro e Sesi, amanhã, às 9 da manhã. |
No
meio desse jogo cruzado, aparece a CBV e a TV GLOBO (detentora dos
direitos de transmissão), subsidiando uma competição de alto
nível, com valores que beiram a esmola, cujo o valor do patrocinador
é depreciado pela própria emissora detentora, que não tem sua
marca difundida pelo o país.Além dos direitos transmissão, jamais
serem repassados para os clubes.
O
formato no qual é condicionado os clubes e a competição, como o
ranqueamento de atletas nota 7, tanto no feminino, tanto masculino,
pressupõe se uma competição mais equilibrada, através desta
metodologia. Como exemplo, cada clube pode ter no máximo 2 atletas
nota 7 (feminino) e 3 atletas nota 7 (masculino). Sabendo se disto,
os clubes adotam 'sabiamente' uma nova política, contratando
jogadores que estão no exterior, sejam eles (elas) estrangeiras, ou
repatriação, com isso chegariam com uma pontuação menor,
reforçando suas equipes com primor, competitividade, em alto nível.
A
questão financeira, os investimentos, estão firmados em muitas
vezes na contratação da revelação de outros clubes, que não
conseguem combater o assédio, propriamente dito, e liberam seus
atletas, por não ter condições de disputar com outros em termos de
valores. Já nos bastidores, percebe se o assédio de alguns clubes,
que gozam de riqueza e veem seu patrimônio triplicarem a cada dia,
com altos investimentos e todo aparato midiático, fundamental no
firmamento de uma marca.
Ao
contrário do futebol em que a marca, o patrocínio, é secundário.
Muitos chamam o Osasco de Molico, o Cruzeiro de Sada, o time do Sesi,
que é exatamente, uma marca, um investidor, juntamente com a FIESP,
ou seja, o investidor tem o mesmo peso do nome do clube, time.
Errado? Não. São eles que mantém a modalidade, o esporte, mas que
haja, uma espécie de dosagem, a identificação de um clube, uma
camisa, um escudo, deveria ser mais forte.
Chegamos
mais uma vez, mais uma final de Superliga. As apostas do início do
campeonato se confirmaram. Resultado dos números aplicados em termos
de investimento, serviram como balança para a competição. Vale a
pena destacar, como em outras competições, o Minas e Pinheiros,
maiores formadores de atleta, chegaram até o fim, com contratações
pontuais, obtiveram um resultado expressivo. Poderiam ter ido melhor?
Supostamente,
sim. São 2 equipes grandes, tradicionalíssimas do esporte
'Brasuca'. Equiparar títulos, decisões, ainda dependem de uma
junção de fatores na qual o Vôlei Brasileiro está sendo moldado.
Brigar com times que investem 5, 7, 8 milhões, contra outros, que
dependem da categoria de base e valores mais modestos é quase que
surreal, uma disputa covarde. Que o Brasil repense no formato na qual
está sendo feito não apenas cada competição, mas a vontade,
motivação, em fazer um campeonato mais justo, igualitário, com
boas surpresas e cada vez mais novas revelações.

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