sexta-feira, 17 de abril de 2015

O esporte Olímpico e a crise sem precedentes... Uma nova luz se acende?




Como quase todo fim de temporada, os títulos quando não aparecem servem como um verdadeiro buraco fundo, sem perspectivas, sem futuro. Assim é o Vôlei Nacional.. Times com alto investimento se sucumbindo em meio a cobranças, em alguns momentos até cruéis, por soarem oportunistas, sem vislumbrar algo a médio, longo prazo.

O Vôlei mais uma vez coloca em cheque os moldes na qual são implantados seu sistema de formação, muitas vezes, deficitário, tirando as raras exceções, o vôlei se tornou um esporte que ainda utiliza como parâmetro, 'atletas tarimbados, com experiência', em contrapartida, equipes como Minas, dando literalmente a cara pra bater, com uma grande maioria de atletas feita em suas categorias de base.

Esse contraste se reverte dentro da quadra, com equipes formadas, com suas bases de seleção. Com a crise financeira assolando o país, o roteiro tende a mudar radicalmente, e a cobrança por títulos de outrora, se manterá, mas como outros parâmetros. Os times serão forçados a formar, revelar atletas, pra diminuir os gastos e propiciar a tão discutida e almejada, 'renovação'.

Com o título recente da Superliga B, o Sada Cruzeiro segue mesmo que de forma tímida, um trabalho mais focado na categoria de base, reflexo se vê nas competições, devido ao equilíbrio técnico, emocional da 'molecada'.

Seguindo também esta linha, o Sesi São Paulo pretende resgatar esse quesito, “formar mais' e “gastar menos”. Depois da derrota nesta última Superliga para o Cruzeiro, já se ouve rumores pela Vila Leopoldina, que o time da capital terá um investimento bem menor do que em outras temporadas.

Com um time recheado de atletas 'caros' sob aspecto financeiro, fará com que o Sesi enxugue suas contas, tendo que descartar atletas, como: Lucarelli e Riad, ambos contratados pelo o Taubaté. Consequentemente a debandada continua, visando valores mais menores, mas não menos competitivos.

O Taubaté por sua vez, segue o caminho inverso dos demais. Com uma base formada que deu 2 títulos importantes para a cidade do Vale do Paraíba, o time vem forte para todas as competições, com investimento 'surreal' traz atletas, como o ponteiro Lucarelli, o central Riad, ambos jogaram no Sesi pela temporada anterior. A contratação do oposto canadense Gavin Schimit, o central Otávio (ex Minas) e a suposta contratação do ponteiro também canadense Winters que atuou pelo o Cruzeiro, anteriormente. Se forem confirmadas todas as contratações, teremos certeza de um time que brigará novamente com o Cruzeiro por tudo.

Porém não é essa questão, até que ponto montar verdadeiras seleções fará com que o time tenha longevidade no esporte? Histórias e mais histórias se repetem todos os anos, entrada de patrocínios fortes, grandes investidores que inflacionam o mercado, sem prever um planejamento estrutural, físico, se sucumbem a projetos desastrosos, que possamos recordar sobre a empresa de Eike Batista, montou um time vitorioso, com atletas de ponta, que deram o respaldo sucessivamente, com o título da Superliga 2012/13 para o time do Rio de Janeiro. Há 2 anos atrás deixou o clube na 'mão', jogada as moscas, sem salário, estrutura alguma.

Muito se pensa, se discute, mas pouco se faz pelo o Vôlei.. a filosofia de títulos que atrai cada vez mais oportunistas, sem compromisso com o esporte é um mal que corrói as veias da modalidade, matando a essência, sendo posto em cheque o trabalho de quase 3 décadas. Enquanto não houver uma competição mais igualitária, com os clubes recebendo por direitos de transmissão, leis de incentivo a clubes/formadores, o Brasil viverá o hiato de títulos com atletas de talento, mas sem uma devida renovação altamente competitiva..

Com o interesse de outras emissoras, inclusive, algumas abertas, como o caso da Redetv, que transmitiu a final da Superliga, abre se uma nova lacuna pra discutir metodologias, mercado, abertura para o diálogo dos clubes, com o devido retorno de imagem e outros quesitos a serem discutidos. Uma luz se acende no fim do túnel, dando mais autoestima, respeito e dignidade para uma modalidade que tanto deu e dá para o país.

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