É notório e indiscutível o legado de Bernardinho na seleção. Títulos e mais títulos o credenciaram como um dos melhores, ou o “melhor”, treinador de todos os tempos do vôlei mundial. O tricampeonato olímpico sendo que 2 vieram das suas ‘mãos’ (2004/16). A história recheada de títulos só corrobora o legado de um treinador que usou as marcas pessoais como trunfo, peso e muita responsabilidade.
Após o anuncio de sua saída, logo em seguida, a entidade CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) trouxe outro ícone da geração de prata, o até então diretor de seleções, Renan Dal Zotto, recebeu o convite e aceitou a se tornar o novo comandante da estrela maior, chamada seleção brasileira. Dal Zotto carrega consigo a trajetória pelo o Cimed, que sagrou se campeão da Superliga por várias vezes, em funções, como: técnico e dirigente.
Para muitos especialistas, atletas, ex jogadores, o peso de defender uma seleção, cuja nomenclatura “Família Bernardinho”, se acentua e os títulos só confirmam esse status, a dificuldade e o peso de substituir , quiçá o técnico mais vitorioso da historia do vôlei mundial. Para o ex jogador, comentarista e empresário, Toaldo, vê esse legado como principal empecilho. “Substituir o Bernardo não será nada fácil. Logo na 1ª competição, se não conquistar, vão começar a pedir a cabeça dele”, afirma o campeão olímpico de Barcelona.
Outro fator bastante comentado e colocado em ‘xeque’ para muitos especialistas é o fato de Dal Zotto estar longe da função de treinador. “Quando se atua nos bastidores é uma coisa. Outra é; estar na quadra comandando jogadores, conta muito e principalmente, o período de 8 anos sem treinar qualquer equipe, pode ser um fator de bastante dificuldade”. Afirma mais uma lenda da modalidade.
Toaldo acredita que o tempo pode ajudar Renan, mas terá que ter bons resultados e paciência por parte da CBV, caso os resultados não cheguem, como esperado. “Somente o tempo poderá dizer”, finaliza o ex jogador

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