O time da capital mais uma
vez mostrou o peso da camisa. Jogando em sua casa, a conhecida Vila Leopoldina,
mostrou uma recuperação indiscutível, depois de estar perdendo por 2 sets a 1,
virando no tie break e conquistando posteriormente a vaga no Golden Set. O jogo
foi uma prévia sobre o que reserva a temporada, um jogo de muita emoção,
técnica, volume de jogo e em especial, bom condicionamento físico e o fator
psicológico, fundamental em decisões como essa.
A partida mostrou o retorno
do ponteiro do Sesi e seleção Murilo. Depois da disputa da Liga mundial, em que
o ponteiro funcionava mais como um passador. Dessa vez, trouxe de volta toda
explosão e definição que lhe é característico. Vale recordar que o Murilo fez
uma cirurgia no ombro, meses atrás.
Com alguns movimentos comprometidos, teve
como função, apenas de passador. A partida contra o São José mostrou um
ponteiro 110% recuperado, com ações diversas, se tornando muito eficaz e
eficiente nos sides outs e saques, posteriormente.
O
JOGO
O jogo aliou todos os
temperos de uma decisão: nervosismo, “catimba”, técnica, condicionamento
físico, psicológico. De um lado, jogadores de temperamento forte e experiência
como: Lorena e Mário Júnior. Do outro, Murilo, Serginho, faziam a vez do Sesi
nas ações do seu respectivo time. O talento de Lorena mais uma vez foi
diferencial para o time do São José. Decisivo, o combustível do time do Vale do
Paraíba. Com o cansaço do
4º set, caiu de produção e viu o crescimento do Sesi,
que pôde com isso, mudar o panorama da partida.
Além de Lorena, Diogo, outro
jogador experiente, foi bastante efetivo e definidor para o São José. O
ponteiro Hugo, juntamente com o central Brunão e o líbero Mário Júnior, deram
todo equilíbrio, e dificultaram bastante as ações do Sesi.
O 1º set mostrou um Sesi
controlado, focado, com um bom saque, e muito bem estruturado em quadra. O mesmo
não se viu do outro lado, o SJ ainda disperso na partida, foi vendo cada bola
caindo na sua quadra, deixando que o time da casa abrisse uma grande vantagem. Com
o set sob controle, o Sesi fechou, com tranquilidade.
O 2º set resgatou o espírito
competitivo do São José, a adrenalina como algo peculiar em atletas como Diogo,
Lorena, funcionaram como fator motivacional. Com uma boa recepção, Mário júnior
contribuiu para o side out e elevou as ações do SJ, que via, ora com Lorena,
Diogo, Hugo, nas pontas, ações efetivas, fortes, ou até no meio com Brunão ou
Júnior com o habilidoso levantador Rodriguinho.
O trio composto com Lorena,
Diogo e Rodriguinho, mais uma vez se deu. Com a experiência de terem jogado
juntos no Montes Claros na temporada 2009/2010, foram fundamentais para o
entrosamento de um time tão renovado. Efeito disso se viu na quadra no 2º e 3º
set, colocando o fator ‘entrosamento’ a um patamar de quase excelência,
avançando e abrindo verdadeiras crateras na defesa do Sesi, vencendo ambos os
sets.
4º set se contextualizou de
vez como uma grande decisão. Muito nervosismo, reclamação, xingamentos de um
lado para o outro, fez da Vila Leopoldina como uma verdadeira panela de
pressão. Como esperado, um jogo que tinha todos os preceitos, valores
nitroglicerínicos, uma bomba, propriamente dita, pronta pra se armar. Pesou muito
para o time da casa o fator, ‘concentração’ e ‘preparação física’.
As jovens
promessas do Sesi foram eficientes, as bolas de velocidade de meio com Leandro com
o levantador Thiaguinho, fizeram uma combinação perfeita, mostrando toda a experiência
que trouxeram da seleção sub-23. A volta do central Sidão que foi ovacionado
durante toda partida e o retorno de outro central Gustavão que passou no começo
do projeto pelo o clube. Além do ponteiro Thiago Alves, ainda não 100%
aparentemente, não foi usado durante a partida.
Todos esses fatores aliados,
só promoveram o Sesi que com um plantel maior, pôde trocar peças, fazendo um
time mais competitivo, homogêneo e inteiro para toda partida.
A garra e liderança de
Serginho e Murilo trouxeram novamente o Sesi para o jogo, o líbero
principalmente, a todo momento chamava a torcida que alguns momentos se calou,
devido ao alto rendimento do time do Vale do Paraíba.
Com 3 bloqueios seguidos, o
ginásio virou literalmente poeira, barulho e muita pressão, sendo fundamental
para a vitória do Sesi no 4º set.
O Tie Break só confirmou o
espírito de superação do time do Sesi. A jovem promessa Douglas tratou de dar o
ápice de energia e jovialidade, para uma partida de muito desgaste. Atuando bem
no saque e no ataque, contribuiu e muito para o fechamento do set. Vitória do
Sesi, levantado a partida para o Golden Set.
GOLDEN
SET
A confiança tão relevante
para cada time, se firmou de vez para o Sesi. Depois de ganhar o 4º e o Tie
Break, teve um ingrediente como fator fundamental para a classificação. Sucumbidos,
a aparente imagem da derrota, era algo visível no rosto de cada jogador do SJ.
Como
diria um termo no futebol, ‘não havia pernas’. Nesse caso, não havia pernas,
braços, coração. O time morreu.. o cansaço chegou e traçou o destino para o
time do Vale do Paraíba. Vale recordar, foi uma partida de 6 sets, em uma
decisão no início de temporada. Com plantel reduzido e menos jogadores, minaram
as principais jogadas com Lorena e Diogo, que não conseguiram passar mais pelo
o paredão do Sesi.
Vitória para do time de casa no set desempate, em um jogo
não recomendado para cardíacos. Emoção do inicio ao fim e uma certeza: essa
temporada será de altíssimo nível.
Créditos: fotos Sesi São Paulo assessoria


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