sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Osasco passa como um rolo compressor sobre Sesi no 1º jogo da decisão


O time do Nestlê/Osasco mais uma vez mostrou a que veio. Com uma vitória esmagadora na noite da última quinta feira (22) na casa do Sesi São Paulo, na Vila Leopoldina. 

Destaque para todo o time, sem exceção, que conseguiu impor um ritmo alucinante. Através de bons saques, um passe na medida, e bloqueios que se tornaram verdadeiras muralhas, ultrapassaram os limites e quase tudo que era esperado num clássico no começo de temporada.

A central Saraelen recém-contratada, atual campeã mundial com a seleção sub-23, vestiu a camisa do Nestle, substituindo nada mais, nada menos, que a central Thaisa. Com agilidade e um bom bloqueio ajudou no quesito, conseguindo conquistar uma vantagem ainda maior.

O 1º set se mostra um jogo parelho, equilibrado até a segunda metade do set, quando o volume e planejamento deram um novo parâmetro para partida. Com um saque mais ‘chapado’, sem peso, dificultou as ações do Sesi, que via o esforço descomunal da levantadora Carol Leite, que não recebia em boas condições cada bola. Corria de lá, pra cá, e com isso, o forte jogo do Osasco se deu. Com as jogadas nas pontas bem marcadas, ora com a Ellen, ora com a Jaqueline, pôde com isso arruinar a maioria das ações do time da capital, através do bloqueio Osasquense.

2º set, se configurou outra partida para o Sesi. Inflamada pela torcida, deu um novo rumo para a decisão. Os saques começaram a fluir e trazer dificuldades para o adversário. A liderança e experiência de Jaqueline e Fabiana equilibraram em todos os quesitos. A Jaqueline, por sinal, justamente, sofreu com o saque do Osasco no set anterior. A confiança voltou e junto dele o jogo do Sesi, dando números finais para o 2º set.

3º set se contextualiza o que chamamos de um jogo de começo de temporada, com altos e baixos de ambas as equipes, o encontro de atletas que voltavam da seleção e posteriormente, o entrosamento dos times. 

Como no 1º set, o Osasco abriu uma grande vantagem. Com calma e concentração, o Sesi foi chegando, ponto a ponto, mas não o suficiente. No final do set, o que ninguém imaginava, aconteceu: o cartão vermelho para o Sesi, o que se enquadra pelo o critério, pontuação para o adversário, diminuindo o entusiasmo do time casa, fechando com isso , o time do Osasco por 25 a 21.

4º set mais uma vez mostrou a preparação avançada do Nestlê sobre o Sesi, com o alto volume de jogo, impondo um jogo forte, bons saques, com ações efetivas e um side out de espantar a todos que lá estavam, devido aos avanços do Osasco, em tão pouco tempo. Não deu outra.. Osasco venceu por 3 a 1, mostrando uma nova cara e deslumbrando grandes momentos para a temporada.

Para a central Adenízia, a vitória conquistada foi na base da luta, do trabalho de preparação. “As meninas que estavam aqui, juntamente as jogadoras que vieram da seleção, estavam muito focadas, desde o começo. O nosso projeto é ganhar, disputar todas competições em alto nível. Enfatiza a central da seleção.

Já o técnico do Sesi, Talmo de Oliveira, aposta no tempo pra dar uma cara mais competitiva e equilibrada para o time. “Não temos tempo, mas vamos precisar, pra criar uma personalidade, identidade para o time”.

Com pouco tempo pra mudar o prognostico da final, Talmo confia na experiência de algumas jogadoras e os detalhes. “Temos que amadurecer o mais rápido possível e focar nos detalhes, fazer o side out acontecer, funcionar todos os quesitos: ataque, defesa, recepção, com equilíbrio e harmonia”.

A 2º e derradeira partida acontece no domingo, às 10 da manhã. Para o Osasco, uma simples vitória já confirma ainda mais a hegemonia pelo o estado. Do lado do Sesi, somente uma vitória na partida e em seguida, o típico “GOLDEN SET”, que equivale ao futebol o Golden Gol, ou utilizando uma linguagem mais simples e objetiva, o desempate. 

Somente uma vitória do Sesi no Golden Set levará a taça para a vila Leopoldina.


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