segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Minas em abismo total no mundial contextualiza o real patamar com o Cruzeiro


Minas Tênis Clube, talvez o maior clube e formador de atletas pelo o país, com diversas modalidades, títulos e mais títulos confirmam a história e tradição dessa importante equipe. Entretanto, os números no vôlei, que é uma das bases mais formadoras do esporte nacional mostra um declínio, mesmo nos tempos áureos de tricampeonato nacional, título sul americano, etc... Não se consegue investimentos mais profundos e impactantes.

A força aparentemente está no feminino que vem chegando às últimas temporadas, o masculino ora ou outra ressurge das cinzas e conseguem bons resultados, como a 3ª posição na temporada 2014/2015 e a chegada à semifinal e a eliminação para outra equipe mineira, o Praia Clube. Os resultados não são tão ruins como se fala.

A despedida com derrota para o Bolívar da Argentina, encerrou da forma melancólica a atuação do Minas no mundial realizado em Betim. A equipe mineira ficou na última posição

Mas, a grandeza do Minas diz por si só. O time mais vencedor do país junto com os extintos Pirelli, Cimed e atualmente, o Sada Cruzeiro, maior referência do vôlei mundial, atualmente. O mundial realizado em Betim mostrou essa disparidade entre os clubes brasileiros, em especial, equipes mineiras. A dificuldade de conseguir patrocinadores Masters tem sido cada vez maior, e os números de investimentos acabam caindo, por sua vez.

Com uma campanha vexatória, 3 derrotas, nenhuma vitória, a equipe mineira ficou na última posição do torneio. Do outro lado da lagoa da Pampulha, o Cruzeiro vencia seus adversários de forma expressiva, sem pestanejar. O resultado mostrou a realidade entre ambos os clubes. Enquanto um, vive dos loiros do passado. Outros se focam em querer cada vez mais conquistas, um trabalho de planejamento intacto, com contratações pontuais e um elenco enxuto, quantitativo e qualitativo.

A supremacia celeste em mais conquista do estadual, a 8ª na ocasião, confirma a excelência e assimetria entre ambas as equipes, uma hegemonia que perdura por quase uma década. Números que colocam o torcedor do Minas com a cabeça cada vez mais inchada. Existe alguma solução? 

Apenas, buscar investimentos maiores, parcerias e o forte de trabalho de base, que se perderam em termos de qualidade nos últimos anos, em comparação a outros períodos, momentos.

Fica a reflexão e o sonho por dias melhores, ‘dias melhores, pra sempre’... fraseando o grupo Jota Quest...


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