sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Conheça as equipes da Superliga Feminina e o sistema de disputa.

SISTEMA DE DISPUTA

A Superliga 10/11 contará com a participação de 12 equipes femininas. A fase classificatória será disputada no sistema de ida e volta – turno e returno - e todas as equipes jogarão contra todas.
As oito equipes mais bem colocadas na fase classificatória, de acordo com o índice técnico na soma dos pontos obtidos no turno e returno passarão às quartas-de-final. Nessa fase, os cruzamentos seguirão a seguinte ordem: 1º x 8º colocados, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º, no sistema de play-off melhor de três partidas.
O mando de campo das partidas nas quartas-de-final será definido pela equipe mais bem colocada na fase classificatória: 1º e 3º jogos em casa (2º fora) ou 2º e 3º jogos em casa (1º fora).
As semifinais também serão disputadas em melhor de três partidas, com o seguinte cruzamento: vencedores de 1º x 8º e 4º x 5º e ganhadores dos confrontos entre 2º x 7º e 3º x 6º. As equipes mais bem colocadas escolherão o mando dos jogos. As opções são 1º e 3º em casa (2º fora) ou 2º e 3º em casa (1º fora).
A final feminina (assim como a masculina) será disputada em um único confronto, e independente das equipes que estiverem brigando pelo título, o jogo acontecerá no estado de Minas Gerais. A decisão da medalha de bronze também será em uma única partida. Nesse caso, na “casa” do melhor colocado na fase classificatória.
Para a definição do quinto ao 12º lugares, no feminino, e do quinto ao 15º lugares, no masculino, será adotado o critério de índice técnico apenas da fase classificatória.
Por cada vitória, as equipes somarão dois pontos. Em caso de derrota, um. Quando houver necessidade, o critério de desempate será, nesta ordem: sets average; pontos average; confronto direto e sorteio.

PERFIL DAS EQUIPES

BANANA BOAT/PRAIA CLUBE (MG)

Esta será a terceira participação da equipe mineira na Superliga. Depois do nono lugar em sua estreia, terminou na sétima posição na edição passada. O time de Uberlândia, que tem a tradição de revelar talentos para as seleções de base do Brasil, é uma das equipes que mais sofreu reformulações em seu elenco para este ano.
Do grupo que terminou na sétima colocação na temporada 10/11, apenas cinco jogadoras permanecem no elenco. Entre elas, a meio de rede Ana Beatriz, a Bia, que fez parte da campanha do tricampeonato mundial juvenil com a seleção brasileira em 2009, na Tailândia. Bia também foi eleita melhor bloqueio do Mundial.
Um reforço de peso foi contratado na comissão técnica. Marco Antonio Di Bonifácio, o Boni, estatístico da seleção brasileira adulta feminina, assumiu o comando do time mineiro. Spencer Lee, treinador nos últimos anos, é seu auxiliar.
Colocação na última Superliga: 7º lugar
Melhor colocação na história: 7º lugar na temporada 09/10
Número de participação em Superligas: 2

BMG/MACKENZIE (MG)

O BMG/Mackenzie ganhou o reforço da experiente líbero Arlene, bicampeã do Grand Prix com a seleção brasileira e tricampeã da Superliga. E toda a bagagem da jogadora se junta à juventude de atletas que vem se destacado nas categorias de base do Brasil, como a levantadora Priscila Heldes e a ponteira Gabi.
Priscila fez parte da campanha do tricampeonato mundial juvenil em 2009, na Tailândia. Gabi, por sua vez, integrou a seleção brasileira campeã sul-americana infanto-juvenil em Lima, no Peru, em agosto.
As centrais Vivi Cruz, 32 anos, e Lígia, 31, contratadas nesta temporada, são as jogadoras mais altas do time mineiro - ambas com 1,94m. No comando da equipe, está Ricardo Picinin.
Colocação na última Superliga: 11º lugar
Melhor colocação na história: 6º lugar na temporada 08/09
Número de participação em Superligas: 3

BMG/SÃO BERNARDO (SP)

A norte-americana Danielle Scott, vice-campeã olímpica em Pequim/2008, é o principal reforço da equipe paulista que disputa sua segunda temporada da competição. Na estreia, na edição passada, o São Bernardo terminou em 10º lugar.
A equipe segue comandada por José Alexandre Devesa e manteve sete jogadoras da última temporada no grupo: as centrais Bia e Aline, as levantadoras Macris e Kátia, a ponteira Marcinha e Ana Paula e a oposto Thaís.
Colocação na última Superliga: 10º lugar
Melhor colocação na história: 10º lugar na Superliga 09/10
Número de participação em Superligas: 1

BRUSQUE (SC)

O time treinado por Rogério Portela manteve a base que conquistou o vice-campeonato dos Jogos Abertos de Santa Catarina este ano. Entre os nomes que permanecem na equipe estão a levantadora Flavinha, a central Edna, a líbero Tica e a ponteira Ju Amaral.
Alguns dos reforços para este ano são as centrais Dani Vieira e Vivi, que vieram do Vôlei Futuro, e a líbero Luiza, da Unilever. Do Macaé, foi contratada a central Luciane Escouto.
Colocação na última Superliga: 8º lugar
Melhor colocação na história: 4º lugar nas temporadas 07/08 e 08/09 como Brasil Telecom
Número de participação em Superligas: 3

MACAÉ SPORTS (RJ)

A equipe será a segunda representante do estado do Rio de Janeiro na competição. O time segue dirigido por Alexandre Ferrante, auxiliar do técnico Antonio Rizola na seleção brasileira juvenil feminina, que conquistou a medalha de bronze no Mundial de 2009, no México, e a de ouro no Sul-Americano Infanto-Juvenil, no Peru, em 2010.
Quatro jogadoras da temporada passada foram mantidas no grupo: as ponteiras Natiele e Gabi (campeã mundial infanto-juvenil, em 2009, e campeã sul-americana juvenil, em 2010), a oposto Thaís e a levantadora Luisa.
As principais contratações foram a oposto Monique (irmã gêmea de Michelle, que transferiu-se para a Usiminas/Minas) e a central Fê Ísis, ex-Cativa/Oppnus (SC).
Colocação na última Superliga: 12º lugar
Melhor colocação na história: 3º lugar na temporada 05/06
Número de participação em Superligas: 10

PAUTA/SÃO JOSÉ (SC)

A equipe catarinense estreou na Superliga na temporada passada e se manteve na elite do vôlei brasileiro. A equipe garantiu a medalha de bronze na Liga Nacional 2010. Para esta edição da Superliga, o time catarinense aposta no entrosamento de sete jogadoras que já estavam no elenco: a central Thati, a líbero Léia, as ponteiras Danúbia, Michele e Vanessa, e as opostos Carol Schmidtt e Patrícia Bianchi.
Para reforçar a equipe, o Pauta/São José contratou a central Lara e a líbero Luciana Paias, ambas ex-São Caetano, e a levantadora Natália, que atuou na última temporada pelo Mackenzie/Newton Paiva (MG).
Colocação na última Superliga: 13º lugar
Melhor colocação na história: 13º lugar na Superliga 09/10
Número de participação em Superligas: 1

PINHEIROS/MACKENZIE (SP)

Clube que participou de todas as 16 edições da Superliga, o Pinheiros/Mackenzie é um dos times mais tradicionais do país. Pelo terceiro ano consecutivo, será comandado por Paulo Coco, campeão olímpico em Pequim/2008 como assistente técnico de José Roberto Guimarães na seleção feminina. Na edição 07/08 da Superliga, o Pinheiros/Mackenzie terminou em quarto lugar.
Da temporada passada, o time paulista manteve cinco de suas principais jogadoras: a oposto Lia, a levantadora da seleção brasileira, Fabíola, a ponteira Ju Costa, e as centrais Bárbara e Marina Daloca.
Os reforços contratados pelo Pinheiros/Mackenzie para a Superliga 10/11 são a ponteira Ívna, ex-Usiminas/Minas, a líbero Suelen e a meio de rede Natália Martins, ambas ex-São Caetano.
Colocação na última Superliga: 4º lugar
Melhor colocação na história: 3º lugar (07/08)
Número de participação em Superligas: 16

SÃO CAETANO (SP)

A equipe do São Caetano sofreu uma grande reformulação da temporada passada para cá, perdendo estrelas como Fofão, Mari e Sheilla, campeãs olímpicas em Pequim/2008, além da cubana Regla Bell. Da edição passada da Superliga, o time manteve apenas sete jogadoras do grupo que terminou em terceiro lugar na competição. Entre elas, a ponteira Dayse, campeã mundial juvenil em 2003.
Uma das apostas da equipe da região do ABC paulista é a jovem oposto Carla, de 20 anos e 1,97m, jogadora mais alta desta Superliga 10/11. A comissão técnica também mudou. Hairton Oliveira assumiu o comando.
Colocação na última Superliga: 3º lugar
Melhor colocação na história: 2º lugar na edição 96/97
Número de participação em Superligas: 16

SOLLYS/OSASCO (SP)

Tetracampeão da Superliga (02/03, 03/04, 04/05 e 09/10), o Sollys/Osasco é o único clube que participou de nove finais consecutivas. O time paulista, dirigido por Luizomar de Moura, manteve seu elenco que assegurou o tetracampeonato na edição passada. A única contratação foi a líbero Léia.
O time paulista conta com quatro medalhistas de ouro olímpicas em Pequim/2008, a levantadora Carol Albuquerque, a meio-de-rede Thaísa, e as ponteiras Jaqueline e Sassá. Permanecem também mais quatro atletas da seleção brasileira adulta: a central Adenízia, a ponteira Natália e a líbero Camila Brait.
Colocação na última Superliga: 1º lugar
Melhor colocação na história: Campeão nas edições 02/03, 03/04, 04/05 e 09/10
Número de participação em Superligas: 16

UNILEVER (RJ)

A Unilever é a equipe com maior número de títulos nas 16 temporadas da Superliga: seis, sendo quatro consecutivos. Na última edição, perdeu para o Sollys/Osasco em uma decisão histórica, por 3 sets a 2, em São Paulo. Para esta temporada perdeu a central Fabiana, campeã olímpica, e a oposto Joycinha, que transferiram-se para o Vôlei Futuro (SP).
Para voltar a ser o time número um, contratou duas das principais jogadoras da seleção brasileira campeã olímpica em Pequim/2008: a oposto Sheilla e a ponteira Mari, bronze pelo Blausiegel/São Caetano (SP) no ano passado. Elas se juntam à líbero Fabi.
Do grupo campeão olímpico em Pequim/2008, o time carioca repatriou a central Valeskinha. A equipe manteve ainda mais duas jogadoras da seleção brasileira: a levantadora Dani Lins e a central Carol Gattaz.
Foram contratadas a ponteira Suelle, ex-Cativa-Oppnus (SC), a central Juciely, ex-Blausiegel/São Caetano (SP), e a ponteira Juliana, ex-Mackenzie/Newton Paiva (MG).
Colocação na última Superliga: Vice-campeão
Melhor colocação na história: Campeão nas temporadas 97/98, 99/00, 05/06, 06/07, 07/08 e 08/09
Número de participação em Superligas: 13

USIMINAS/MINAS (MG)

A equipe da Usiminas/Minas trouxe duas atletas estrangeiras para esta Superliga 10/11. A cubana Yusleynu Herrera, quarta colocada nos Jogos Olímpicos de Pequim/2008 e campeã dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, e a oposto norte-americana Nicole Fawcett, que defendeu a seleção dos Estados Unidos em 2009, terminando na nona colocação do Grand Prix.
Dos novos talentos, a Usiminas/Minas perdeu a ponteira Ívna, mas contratou duas jogadoras da seleção brasileira que conquistou o tricampeonato mundial infanto-juvenil, na Tailândia, em 2009, e que estavam no Macaé Sports: a oposto Sthéfanie e a central Francynne.
A Usiminas/Minas conta ainda com outras atletas campeãs mundiais pelas seleções brasileiras de base, como a levantadora Camila Torquete e a meio-de-rede Renata Maggioni.
Colocação na última Superliga: 5º lugar
Melhor colocação na história: Campeão na temporada 01/02
Número de participação em Superligas: 16

VÔLEI FUTURO (SP)

Pelo quinto ano consecutivo, o time de Araçatuba disputará a Superliga. Na última temporada a equipe terminou em sexto lugar, seu melhor resultado na competição. As principais contratações do time paulista para esta temporada são as campeãs dos Jogos Olímpicos de Pequim/2008, a ponteira Paula Pequeno e a meio de rede Fabiana
Paula Pequeno, que também foi considerada a melhor jogadora das Olimpíadas, está de volta ao vôlei brasileiro após uma temporada na Rússia. Fabiana, por sua vez, deixou a Unilever (RJ) após seis anos – jogava no time comandado por Bernardinho desde a edição 2004/2005.
Quem também reforça o Vôlei Futuro é a oposto Joycinha, ex-companheira de Fabiana na Unilever. Outra cara nova na equipe dirigida pelo técnico William Carvalho é a oposto Tandara.
A equipe do interior de São Paulo trouxe também dois reforços dos Estados Unidos: a levantadora Alisha Glass e a líbero Stancy Skykora. As duas foram campeãs do Grand Prix em 2010 e participaram do Campeonato Mundial, no Japão, onde os Estados Unidos ficaram na quarta colocação. Alisha foi eleita a melhor levantadora do Grand Prix, enquanto Stancy Skykora, a melhor líbero do Mundial.
Colocação na última Superliga: 6º lugar
Melhor colocação na história: 6º lugar (09/10)
Número de participação em Superligas: 4

Fonte: CBV

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