Em matéria especial, o campeão e eleito o melhor do Mundial de Vôlei “Murilo” falou tudo. Sonho de ser o melhor do planeta, carreira, a polêmica no Mundial e todas as nuances que envolveram essa conquista, o Tri Campeonato Mundial. Feito esse apenas da Azurra (Seleção Italiana), até então única tri campeã Mundial. O Brasil empatou com isso em números de títulos.
Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo o premio de melhor jogador e posteriormente o título mundial. Fala um pouco sobre sua trajetória na seleção.
Minha trajetória na seleção começou em 2003 com a primeira convocação na seleção do Bernardinho. De lá pra cá, venho acompanhando a seleção em todas as conquistas, são 7 ligas Mundiais, (2006, 2010) 2 títulos Mundiais, 1 Copa dos Campeões, Pan-americano, entre outros.
Falando sobre o Mundial. Qual foi o ponto mais difícil dentro da competição, qual adversário deu mais dificuldade?
Bom, acho que, o primeiro jogo contra Cuba na primeira fase que a gente perdeu por 3 sets a 2 foi muito complicado, apesar de termos jogado bem. A gente ficou um pouco espantado, não pelo o que jogamos, mas sim porque eles foram ainda melhores.
A seleção de Cuba veio com um time extremamente renovado. Desta forma, pode-se dizer que o fato deles terem uma equipe nova, pudessem de fato, complicar, enfrentando com isso um time supostamente desconhecido?
É, dizer que não conhece, não podemos falar isso. Após as Olimpíadas em 2008 e no ano passado enfrentamos Cuba na Liga Mundial, esse ano também nas semifinais da Liga. A gente até conhecia os jogadores, sabíamos do potencial físico deles e acho que eles demonstraram isso, chegando na final do Campeonato Mundial.
Falando sobre a polêmica pós a derrota para a Bulgária, no qual a imprensa alegou um certo “corpo mole”, supostamente para pegar uma chave mais fraca no Mundial. Como você viu o tratamento da mídia diante esse assunto?
Na minha opinião a mídia sempre procurou polemizar, a gente tem a consciência sobre aquilo que fez e deveríamos ter feito. A gente poupou o Bruno, não tinha como a gente forçar, não tínhamos um segundo levantador, é fato. O Marlon não tinha condições de jogo, não estava nem relacionado, pra mim foi a escolha certa. A imprensa vai polemizar, vai falar que a gente entregou, que foi antiético, mas o que me deixou muito tranqüilo foi que ao chegar no Brasil, à recepção do público nos parabenizando, com orgulho, foi o que ficou na minha mente.
E o título de melhor jogador do Mundo, como foi receber esse prêmio? Imagino que tenha sido um sonho.
É mais do que um sonho, às vezes temos muitos sonhos que não se realizam, acabei realizando, uma surpresa ali na hora, um emoção que é difícil de explicar, ninguém com palavras conseguiria descrever. Passa pela cabeça, toda trajetória, carreira, história, desde que comecei a jogar vôlei, quando era criança, até chegar ser profissional, Seleção Brasileira. Tudo passa na cabeça, uma sensação de dever cumprido e satisfação, “trabalhar por aquilo e conseguir realizar”.
Me fala um pouco sobre a recepção do torcedor Italiano, você que jogou por alguns anos na “Terra da Pizza”. Como foi o comportamento da torcida Local?
Mesmo jogando lá por 4 anos, a maioria dos torcedores não nos conhecia, o Brasil era o adversário a ser batido. A imprensa Italiana bateu em cima disso e fez com que a torcida fosse contra o Brasil, nem era a favor dos outros times. Mas a gente soube lidar muito bem com isso. O próprio jogo com a Itália a gente imprimiu um ritmo de jogo e não deixou dúvidas sobre qual equipe era melhor.
Pra finalizar, gostaria de agradecer pela entrevista, muito sucesso, que continue esse Voleibol de excelência. Parabéns, tudo de bom!
Qual palavra, frase, sintetiza esse grande momento e, posteriormente, quais são as metas e objetivos, mesmo ganhando tudo pela seleção?
Uma palavra diz tudo, “Superação”. A gente se superou desde o dia que a gente chegou em Verona com a doença do Marlon e todos os problemas físicos. Para o futuro na nossa cabeça, a gente já está pensando nas Olimpíadas, porém precisamos passar por algumas etapas, Campeonato Sul-americano, que classifica para a Copa do mundo no ano que vem no Japão, torneio esse que dá 3 vagas para as Olimpíadas. Nosso pensamento que vem é classificar para as Olimpíadas e também no meio disso tudo, Pan-americano e Liga Mundial.

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